Ambiente 23 janeiro 2015
O Relógio do Apocalipse aproxima-se da hora crítica | Foto: Axel Schwenke/Creative Commons

É o que indica o Relógio do Apocalipse, reconhecido por 17 prémios Nobel.

 Em 1947, quando o mundo vivia o pavor da Guerra Fria e se pensava num conflito nuclear entre os Estados Unidos e a Rússia, um grupo de cientistas da Universidade de Chicago criou um relógio simbólico. Deu-lhe o nome de relógio do Apocalipse.

Dois anos antes, os mesmos cientistas - que ajudaram a desenvolver as primeiras bombas atómicas - tinham criado uma revista, que se publica ainda hoje, o Bulletin of the Atomic Scientists. A edição de ontem traz um novo alerta aos líderes mundiais: é preciso agir e já, consideram os especialistas.

Para transmitir as ameaças ao Planeta e à Humanidade, os especialistas servem-se do tal relógio que criaram, em que a meia-noite simboliza a autodestruição da humanidade.

Do fiim da Guerra Fria à Bomba H

Em 68 anos de existência, o relógio foi ajustado apenas 18 vezes. A última vez que esteve a três minutos da meia-noite foi em 1983, quando a relação entre a URSS e os Estados Unidos voltou a viver um período de grande tensão.

Ao longo destas décadas, o ponteiro das horas permaneceu intacto. Apenas o dos minutos se moveu. Dos iniciais sete minutos para a meia-noite, oscilou depois entre os 17 e os dois minutos para o apocalipse.

Os dois minutos foram registados em 1953, quando os Estados Unidos decidiram prosseguir com a sua Bomba H, de hidrogénio, que pode ser até 50 vezes mais forte do que a nuclear; os 17 minutos verificaram-se em 1991, com o fim oficial da Guerra Fria.

Agora, o Bulletin of the Atomic Scientists volta a lançar o alerta, ao adiantar o relógio e colocar os ponteiros bem perto da meia-noite.

Despertar consciências

A entidade, apadrinhada por 17 prémios Nobel, alerta assim para grande o risco que ameaça o planeta. Para estes cientistas, as causas de um eventual apocalipse já não estão só nos arsenais nucleares, mas também na nas alterações climáticas que, como escrevem, os líderes políticos não foram capazes de controlar, ao não agirem com a velocidade e escala necessárias para proteger a humanidade.

Para o conceituado Boletim é hora de agir. E, por isso, deixam recomendações: diminuir radicalmente a emissão de gases com efeitos de estufa e os gastos nos programas de modernização das armas nucleares, dando um novo fôlego ao processo de desarmamento, com foco nos resultados, enfrentando já os problemas do lixo nuclear.

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