Ambiente 24 outubro 2016
Em vez de comprar, consertar | Foto: Lachland Hardy/Creative Commons

Em 2017, quem consertar em vez de comprar novo deverá pagar menos impostos.

Podem ser sapatos, eletrodomésticos, computadores... O importante é que, em vez de deitar fora e adquirir novos objetos, os cidadãos consertem bens danificados ou avariados.

A Suécia pretende, deste modo, ajudar a incentivar o "R" mais esquecido da "Política dos 3 Rs": "Reduzir". Incentivando a redução do consumo, consegue atingir vários objetivos.

Contribui, desde logo, para a diminuição do fabrico de novos produtos e, assim, ajuda a reduzir, também, as emissões de gases com efeitos de estufa. Outro objetivo prende-se com a criação de postos de trabalho.

Tornando mais atrativos os preços das reparações, o governo sueco conseguirá, ainda, dinamizar um sector que poderá dar emprego aos muitos imigrantes que vivem no país e que não têm formação superior.    

A proposta foi feita pelos Verdes e pelo Partido Social-Democrata sueco e consta do Orçamento de Estado que vai ser votado em dezembro. Se for aprovado, as medidas sugeridas vão ter efeito já a partir de janeiro.
 
O IVA sobre o conserto de calçado, roupa e bicicletas passaria, então, de 25% para 12% e metade dos gastos com mão-de-obra efetuados na reparação de eletrodomésticos passaria a poder ser descontado pelos suecos no IRS.

A Suécia está na vanguarda no que diz respeito a políticas de proteção ambiental. Como já te contámos neste artigo, o País está empenhado em ser um dos primeiros "fossil-free countries" do mundo e, de 1990 até à atualidade, conseguiu já reduzir as emissões de CO2 em 22% (faceta de que poucos países se podem orgulhar).

Esta nova medida vai ao encontro do conceito de "Economia Circular", que a Suécia defende, em que os materiais, em vez de serem descartados como lixo, retornam ao ciclo produtivo. 

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