Ambiente 02 dezembro 2016
O Ártico é ã região mais afetada pelas alterações climáticas | Fotõ: NASA/Wikimedia Commons

A superfície gelada nunca foi tão pequena e as camadas de gelo tão finas.

Nesta altura do ano, em que o inverno se aproxima a passos largos e o Sol deixa de iluminar o Pólo Norte, a temperatura nesta zona do globo costuma rondar os 25 graus abaixo de zero.

Este ano, porém, os termómetros no Ártico registaram uma temperatura bem mais moderada: apenas -5 graus. O alarme soa não só pela temperatura invulgar do ar.

Mais uma vez, o degelo do Ártico é notícia, com a superfície gelada a ser, em outubro passado, a menor de que há memória.

Os dados são de um relatório do Instituto do Meio Ambiente de Estocolmo.

Também as camadas de gelo que se formam sobre o mar, as banquisas, são as mais finas de sempre. 

Estes fenómenos estão todos interligados e desencadeiam um círculo vicioso.

Ao existir uma camada mais fina de gelo, o oceano recebe mais radiação solar, liberta-a para a atmosfera, aquecendo-a e tornando mais difícil a formação de gelo.

Os cientistas pensam que já em 2030, o Ártico irá começar a ter verões sem gelo marinho - algo que antes previam apenas para 2050.

Outra das questões que preocupa os cientistas prende-se com a tundra (a formação vegetal caraterística das planícies geladas de clima polar). O seu aquecimento irá provocar a libertação de metano, um gás cujo efeito de estufa é vinte vezes superior ao CO2.

Apesar de todas as evidências científicas ainda há quem ache, como Donald Trump, que o problema do aquecimento global é uma farsa. Há poucos dias, o Presidente eleito dos Estados Unidos veio anunciar a intenção de cortar o financiamento da NASA para investigação sobre alterações climáticas.

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Escrito por Jornalissimo
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