Animais 12 maio 2015
Os rinocerontes correm perigo de extinção | Foto: Ross Huggett/Creative Commons

A falsa crença de que os cornos deste animal curam doenças está a aumentar o perigo de extinção.

O WWF (Fundo Mundial para a Vida Selvagem e Natureza) lembra que, em tempos, os rinocerontes foram comuns na Ásia e em África. Prova disso é a sua presença nas pinturas rupestres. 

Hoje, o cenário é alarmante e a zona geográfica onde eles residem diminuta. 

Calcula-se que a cada oito horas um rinoceronte seja morto no mundo, vítima de caçadores ilegais que vendem os seus cornos no mercado negro, a um preço superior ao do ouro.

MAIS MORTES DO QUE HÁ UM ANO

Em 2014, a África do Sul, onde vivem 85 por cento dos rinocerontes (sobretudo no Parque Nacional Kruger), contabilizou o abate de 1215 animais. Apesar de todos os esforços que foram feitos para combater a caça furtiva, o número não para de aumentar. 

O governo daquele país acaba de anunciar que, nos primeiros quatro meses deste ano, houve um aumento de 18 por cento da caça furtiva de rinocerontes em comparação com o mesmo período do ano anterior. 

Desde 1977, o comércio de cornos de rinocerontes é proibido pela Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção. 

CANCRO, RESSACAS, IGNORÂNCIA E QUERATINA

No entanto, a sua procura não tem abrandado, dando origem a uma rede de tráfico que tem como principal destino a Ásia. O Vietname é atualmente o responsável número um por este massacre, devido à falsa crença de que os cornos dos rinocerontes são capazes de curar o cancro. 

Em outros países asiáticos, práticas de medicina tradicional, usam-nos para tratar a febre e problemas de sangue, sem qualquer fundamento científico. Custa a acreditar, mas há ainda quem os compre para curar ressacas. 

Os cornos dos rinocerontes são feitos de queratina, a mesma substância que temos nas unhas ou no cabelo. 

Um quilo chega a custar 45 mil euros e é apontado como o terceiro produto mais vendido no mercado negro mundial, a seguir às armas e às drogas.

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