Animais 17 fevereiro 2015
A PETA realizou várias manifestações alertando para o sofrimento dos coelhos da raça angorá | Foto: www.peta.org

A medida foi tomada de modo a evitar o sofrimento a que muitos coelhos são submetidos para lhes ser retirado o pêlo. O remanescente vai para refugiados sírios.

As manifestações e campanhas da PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) contra o uso de roupas com angorá está a surtir efeitos.

A maior organização de direitos dos animais do mundo tem vindo a alertar para o sofrimento a que são submetidos os coelhos para lhes ser retirado o abundante pêlo fino e sedoso, que os torna tão cobiçados pela indústria têxtil. 

Estima-se que a China forneça 90% do angorá usado em todo o mundo. 

Uma investigação realizada pela PETA em fábricas no interior do país asiático revelou imagens horríveis de coelhos a gritarem, enquanto trabalhadores lhes arrancavam o pêlo com as mãos.

O REMANESCENTE VAI PARA REFUGIADOS SÍRIOS

Na sequência dessa investigação, a Inditex, dona de marcas como a Zara, a Pull & Bear ou a Bershka, decidiu suspender a produção de toda a roupa feita com o pêlo. 

Os cerca de vinte mil produtos com angorá de coelhos desta raça à venda foram retirados das lojas das várias marcas do grupo, que decidiu doá-los a refugiados sírios no Líbano, através da ONG Life for Relief and Development.   

Ingrid E. Newkirk, a presidente da PETA, já se congratulou com a medida: "Só as pessoas que estão realmente desesperadas e não têm acesso às necessidades básicas têm uma desculpa para vestir camisolas com pêlo arrancado a animais vivos", afirma num comunicado à imprensa. 

PELE? SÓ DE ANIMAIS PARA ALIMENTAÇÃO

A Inditex não foi a única empresa a banir o angorá no fabrico dos seus artigos. Também marcas como a Calvin Klein, Stella McCartney e Tommy Hilfiger decidiram não tapar os olhos à realidade denunciada pela PETA.

Quanto à Inditex, com sede na Corunha (Espanha), não é a primeira vez que toma uma medida do género. Há dez anos já tinha deixado de vender produtos em pele. 

O grupo faz parte da Fur Free Retailer Program, integrado por empresas que têm normas muito específicas para o uso de produtos animais. As lãs e o couro usados no fabrico de roupas de firmas que pertencem a este programa, por exemplo, só podem ser de animais criados para alimentação, ou seja, que não tenham sido sacrificados para a confeção de roupa. 

Da próxima vez que fores à Zara, já sabes que estás a vestir a camisola pelos direitos dos animais. 

e-max.it: your social media marketing partner
Voltar