Animais 07 dezembro 2016
Os cientistas conseguiram imitar a forma como os cães farejam | Foto: State Farm e André Gustavo Stumpf

Cientistas criaram um focinho de cão artificial com uma impressora 3D.

O mundo dos cães é bem menos colorido do que o nosso. Distinguem algumas cores (o azul, o amarelo, o branco), mas confundem muitas outras e, além disso, não têm uma visão tão nítida como os seus donos.

Já se mudarmos de sentido e nos debruçarmos sobre o olfato, aí o 'boby', o 'pipoca' ou a 'micha' batem-nos aos pontos.

O conhecimento científico atual aponta para que não exista nenhum detetor melhor de compostos químicos na natureza do que o nariz de um cão. 

Daí que muitos sejam treinados para ajudarem as autoridades a descobrir explosivos, drogas ou sobreviventes debaixo de escombros quando acontece um desastre.

O ideal seria que as autoridades pudessem ter um cão treinado sempre pronto a auxiliá-las quando necessário. Mas tal não é possível e, por isso, investigadores do Instituto Nacional de Tecnologia e Padrões de Maryland (Estados Unidos) propuseram-se criar um nariz de cão artificial para ajudar em situações onde o potente olfato canino pode ser precioso.

Para o conseguirem, tiveram primeiro de estudar a aerodinâmica do olfato canino (na Física, a aerodinâmica ocupa-se das leis de movimentação dos fluídos elásticos e das leis que regem a pressão que exerce o ar exterior).

Através de experiências de observação, a equipa conseguiu perceber a dinâmica dos fluxos de ar que entram e saem do nariz dos canídeos quando farejam.

Os cães cheiram de uma forma que os investigadores conhecem por "faro ativo". Digamos que o modo como o ar entra no nariz do cão permite-lhe alcançar e captar muitos odores, mesmo aqueles que estão a distâncias consideráveis.

Imagina que, num segundo apenas, um cão ao farejar inspira e exala o ar cinco vezes! Na expiração, jatos de ar são expelidos vigorosamente pelo nariz para baixo e para os lados (por aquela abertura lateral que o nariz dos cães apresenta). Este movimento faz com mais ar à volta seja arrastado para as narinas do cão.

Trata-se, constataram os cientistas, de uma dinâmica bem diferente daquela que é usada pelos atuais detetores de explosivos ou drogas (por exemplo, nos aeroportos), que se baseiam na sucção contínua do ar.

 

O nariz artificial (uma máquina) que estes cientistas norte-americanos criaram com recurso a uma impressora 3D teve resultados muito positivos. Revelou-se 16 vezes mais eficiente do que os detetores atuais. Em cima, na figura A, está um detetor de cheiros convencional e na b o mesmo detetor com o sistema inventado aplicado (o tal nariz de cão artificial).

Ainda vai levar algum tempo até que esta inovação seja utilizada, mas os investigadores estão convictos que ela poderá ser útil, até, para ajudar a detetar doenças em humanos, simplesmente através da deteção de odores.

Se tiveres interesse em ler mais sobre este estudo clica aqui.

Deixamos-te com uma excelente animação da TED-EDacerca do olfato canino e ficar a saber dados curiosos como estes: os cães têm cerca de 300 milhões de células recetoras olfativas enquanto os humanos têm apenas cinco milhões; em termos relativos, o cérebro canino dispõe de uma área muito maior à dos humanos para processar os cheiros que o nariz capta.

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Escrito por Jornalissimo
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