Artes 05 maio 2015
O trabalho escultórico é feito em colaboração com a fauna e a flora marinhas | Foto: Jason deCaires Taylor/Facebook

O artista inglês está a trabalhar na construção do primeiro museu subaquático da Europa, em Espanha.

Jason deCaires Taylor é um escultor inglês que trabalha em parceria com a natureza subaquática. 

Quando mergulham no mar, as suas obras estão semiacabadas. A parte que compete ao artista está feita, o resto fica a cargo da fauna e da flora que habitam nas profundezas dos oceanos. 

Depois de em 2006 ter criado um parque de esculturas subaquático no fundo do mar das Caraíbas, em Granada, e de três anos mais tarde ter sido um dos fundadores do Museu Subaquático de Arte, no México, Jason trabalha agora nas ilhas Canárias.

O Museu Atlântico Lanzarote ficará no sudoeste da ilha onde viveu o escritor José Saramago. Os habitantes estão a servir de modelo para os conjuntos escultóricos que ficarão a uma profundidade entre 12 e 15 metros, e estão já numa fase avançada de produção.

Em alguns dias, as esculturas conseguirão ver-se a partir da superfície. Porém, para contemplá-las de perto e observar peixes, crustáceos, moluscos e algas a contribuírem para a sua finalização, será preciso fazer mergulho. Isto quando o museu abrir, claro, mas a data de inauguração ainda não foi anunciada.

As esculturas, feitas de um material não poluente, deverão durar pelo menos 300 anos. A última obra de Jason a ser mergulhada tem cinco metros de altura, é a maior escultura subaquática do mundo, e está nas Bahamas.

Inspirada no Deus grego Atlas, com o peso do mundo nos ombros, é uma chamada de atenção para as ameaças aos oceanos, provocadas seja pela poluição, seja pelo aquecimento global. 

A promoção da consciência ambiental é, aliás, uma constante no trabalho do escultor, com pai inglês e mãe guianense. 

O vídeo seguinte leva-te até ao fundo mar. 

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