Atualidade 15 janeiro 2016
Mural de homenagem ao ativista em Washington D.C. | Foto: Elvert Barnes/Creative Commons

Se fosse vivo, o homem que lutou de forma pacífica contra o racismo cumpriria 87 anos. 

Há pessoas cuja vida tem a força de mudar o rumo de um país. E a história dos Estados Unidos teria sido, com certeza, diferente sem Martin Luther King. 

Nascido em Atlanta (Georgia), em 1929, Luther King cresceu numa América marcada pela segregação racial, que se fazia sentir, maioritariamente, nos estados do sul do país, como aquele em que vivia.  

O ativista dos direitos humanos sentiu essa segregação desde cedo. Aos seis anos, soube que não poderia frequentar a mesma escola do melhor amigo, branco, por ter a pele de cor diferente.  

Não era só na escola que se notava a separação entre brancos e negros. Era nos bairros, nas igrejas, nos transportes públicos. A escravatura já tinha acabado, mas os negros continuavam a ser discriminados.  

Luther King recusou-se a aceitar as leis racistas em silêncio. Enquanto pastor, começou por usar a sua reconhecida capacidade de oratória para incentivar a comunidade a agir pacificamente contra a situação.  

Foi em 1955, que Luther King se tornou conhecido a nível nacional e a sua luta se fortaleceu. Nesse ano, uma mulher negra, Rosa Parks, recusou-se a ceder o seu lugar a um branco num autocarro, como ditavam as regras da companhia de transporte em que viajava, e foi presa. 

Luther King foi um dos ativistas que pediu aos negros da cidade onde se deu esse episódio, Montgomery, para não usarem esses transportes. Foi ouvido, o protesto durou um ano e alastrou-se a outras cidades. Um ano depois, a lei que promovia a descriminação racial nos Estados Unidos foi abolida.  

Na década seguinte, o líder negro não parou. Fez inúmeros discursos, organizou e incentivou a participação da comunidade afro-americana em manifestações e protestos pacíficos para abolir todas as leis discriminatórias.  

Ao mesmo tempo que atraía multidões atrás de si, Luther King sofreu agressões e foi preso. Não desistiu, contudo. A 28 de agosto de 1963, pronunciou, perante 250 mil americanos, o discurso que ficou célebre - "I have a dream". Sonhava com um mundo em que todos os cidadãos fossem tratados de forma igual.   

Nos anos seguintes, aos poucos, as leis racistas foram abolidas e os negros foram conquistando todos os seus direitos. Aos 35 anos, em 1964, Luther King foi distinguido com o Prémio Nobel da Paz. Deteve o título do mais jovem de sempre a receber essa distinção até 2014, ano em que foi destronado por Malala Yousafzai. 

Em abril de 1968, o mundo chorou a sua morte. Foi assassinado em Memphis. Dezenas de milhares de pessoas marcaram presença no seu funeral.  

Apesar das conquistas e da lei reconhecer a igualdade de todos os cidadãos, as diferenças raciais continuam a ser motivo de conflito nos Estados Unidos. Mas Martin Luther King ficaria contente de saber que, em 2008, 40 anos após a sua morte, o país elegeu um negro como Presidente.  

No vídeo seguinte podes ver o discurso "I have a dream" traduzido em português do Brasil. 

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