Educação 05 abril 2017
A flexibilização vai abrir portas a aulas mais experimentais e participativas | Foto: azkin/Creative Commons

Lemos vários artigos sobre o assunto e resumimos-te o essencial.

A flexibilização curricular está na ordem do dia. No próximo ano letivo, ela vai ser uma realidade em algumas escolas do país, em turmas de início de ciclo (ou seja, 1º, 5º, 7º anos do Ensino Básico e 10º ano). O modelo vai funcionar em escolas-piloto, onde serão testadas novas formas de lecionar (e também de aprender), que vão abrir portas a aulas mais experimentais e participativas.

Como o nome indica, essas escolas vão ter alguma flexibilidade para tomarem decisões autonomamente, mas dentro de certos limites. Desde logo, a flexibilização curricular prende-se mais com a forma como as matérias são dadas e não tanto com os conteúdos lecionados.

O que está em causa é a possibilidade de as escolas gerirem como considerarem mais adequado para os seus alunos 25% da carga horária de cada turma. Por exemplo, imagina que todas as disciplinas ocupam a uma turma 40 horas de aulas, a escola vai poder decidir trabalhar dez dessas horas de forma diferente da tradicional - as aulas expositivas dadas por um professor.

Que formas podem ser essas? O Ministério da Educação adiantou já alguns exemplos que vão sempre exigir uma grande articulação dos vários professores da mesma turma.

Os professores e as escolas implicadas neste projeto-piloto poderão decidir organizar uma semana temática, ao longo da qual os vários professores das diferentes disciplinas se envolvem no ensino de um tema específico; juntar as horas de várias disciplinas e dar a matéria por meio de um trabalho conjunto dos professores que as lecionam; decidir parte do tempo de uma disciplina ao desenvolvimento de um projeto. A escola pode, até, decidir concentrar num trimestre ou semestre algumas disciplinas (ou seja, imagina que em vez de teres oito disciplinas ao longo do ano, tinhas quatro no primeiro semestre e outras quatro no segundo, permitindo-te estudar a matéria de menos disciplinas de cada vez). Todos estes exemplos foram avançados pelo Ministério da Educação numa conferência de imprensa.

No Ensino Secundário, já no próximo ano letivo, os alunos terão a possibilidade de adaptarem um pouco mais o currículo aos seus interesses, uma vez que ser-lhe-á dada a possibilidade de escolher uma disciplina de um curso que não seja o seu. Isto é, imagina que estás em Ciências e Tecnologias, mas tens interesse numa disciplina que só integra o currículo de Línguas e Humanidades, a partir de 2017/2018 poderás ter também essa disciplina, desde que exista n a tua escola e se ajuste ao teu horário de base. 

Por enquanto, O Ministério da Educação ainda não avançou o número de escolas que integrarão este projeto piloto de flexibilização curricular, transmitiu apenas o que considera ser um número ideal para inciar este projeto: 50 escolas.

FONTES: Expresso, JN, Público, SOL

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Escrito por Jornalissimo
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