História 30 setembro 2016
Shimon Peres foi uma figura controversa | Foto: Pixabay, Wikipedia e Chatham House/Creative Commons

O líder histórico de Israel, Prémio Nobel da Paz, morreu aos 93 anos.

A vida deste homem cruza-se com a vida de um país. Um país em que não nasceu (porque quando Shimon Peres nasceu esse país ainda não existia); um país que, quando ele parte, continua longe de conhecer a paz com a Palestina (paz pela qual ele tanto lutou).

Shimon Peres nasceu na Polónia, numa terra que hoje faz parte do território da Bielorrússia. Os pais eram judeus e, quando Shimon tinha 11 anos, mudaram-se com ele para a Palestina, deixando para trás familiares que não escapariam mais tarde à perseguição nazi.

Na juventude, o líder israelita abraçou os ideais sionistas - que defendiam a existência de um Estado Judaico no território (a Palestina) onde tinha existido o Reino de Israel.

Em 1948, depois da II Guerra Mundial (e de milhões de judeus terem sido perseguidos e exterminados pelos nazis), Shimon Peres participou ativamente no nascimento do Estado de Israel (tinha, na altura, 25 anos apenas).

Shimon Peres é um dos primeiros nomes que nos vem à cabeça quando se fala sobre o país. Foi Primeiro-Ministro (por duas vezes, de 1984 a 1986 e de 1995 a 1996) e Presidente de Israel (de 2007 a 2014). 

Viveu, de perto, um dos conflitos mais longos que a atualidade conhece - o conflito israelo-palestiniano, que começa justamente com a criação do Estado de Israel, fundado nos territórios então pertencentes à Palestina, com a oposição do povo palestiniano (podes saber o essencial sobre o conflito neste artigo).

 

Figura controversa, há dois aspetos que sobressaem no seu percurso de líder político.

Por um lado, a preocupação em criar um Estado capaz de se defender dos ataques exteriores. Passou muitos anos a trabalhar a pasta da Defesa, tendo criado uma força militar poderosa e transformado Israel em potência nuclear.

Esta preocupação acontecia a par com outra: a de estabelecer a paz entre israelitas e palestinianos para por fim ao conflito que permanece, ainda hoje, 22 anos depois de Shimon Peres ter ganho o Prémio Nobel da Paz.

Essa distinção - que Shimon Peres recebeu em conjunto com o líder da Autoridade Palestiniana Yasser Arafat e o presidente israelita de então, Yitzhak Rabin - foi-lhe (s) atribuída justamente pela negociação que fez dos Acordos de Oslo, de 1993, em que se estabeleceram as bases de um acordo de paz entre israelitas e palestinianos.

Peres era o último dos três Nobel da Paz vivo - Arafat (foto acima à esquerda) e Rabin (à direita) morreram em 2004 e 1995, respetivamente - e o último dos fundadores do Estado de Israel.

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