O edifício ficou pronto em apenas três semanas

Esta escola em Madagáscar foi impressa em 3D

A ideia partiu de uma jovem que quer facilitar o acesso à educação nos países em desenvolvimento.

A impressão 3D, capaz de reproduzir objetos em três dimensões, é usada em cada vez mais setores, da moda à medicina. Já há móveis, bicicletas, óculos, roupa e até próteses humanas feitas com recurso a esta técnica inovadora, que pode ser usada com uma ampla gama de materiais, do plástico à resina, passando pelo nylon.

Nem que seja pela escala, a ideia do recurso à impressão 3D na construção civil surpreende. Mas ela já é uma realidade e o processo é em tudo semelhante à produção de qualquer outro tipo de objeto segundo esta técnica. Isto é, uma impressora vai sobrepondo finas camadas do material escolhido, a partir de um programa de computador onde está o desenho da estrutura a criar, até esta ficar completa.

A rapidez e a facilidade do processo de impressão de estruturas em 3D pareceu a Maggie Grout a solução ideal para concretizar o seu sonho: facilitar o acesso das crianças de países em desenvolvimento aos estudos e à educação, construindo mais escolas.

Escolas precisam-se!

Segundo a Organização Não Governamental (ONG) que Maggie fundou quando tinha apenas 15 anos, a Thinking Huts, uma das razões pelas quais 290 milhões de crianças não vão à escola reside na falta de infraestruturas escolares.

Maggie Grout à esquerda na imagem

Muitas das escolas que existem em países em desenvolvimento estão sobrelotadas. Por outro lado, muitas crianças vivem longe das escolas e não dispõem de meios de transporte para as poderem frequentar.

O foco de Maggie e da ONG que fundou está em recorrer à tecnologia e a soluções inovadoras para que construir escolas naqueles países seja um processo mais rápido e acessível em termos de custos.

Foi isso que Maggie – hoje com 22 anos – fez na República de Madagáscar, a maior ilha de África. Neste páis, 45% das crianças não vão à escola e a UNESCO estima que seja necessário construir 22 mil escolas para resolver o problema.

Menos de 24 horas para fazer as paredes

A primeira escola que a Thinking Huts conseguiu construir fica localizada numa cidade no centro-sul de Madagáscar chamada Fianarantsoa. Além da ONG de Maggie, participou neste projeto uma empresa (a 14Trees) que se serve da impressão em 3D para produzir casas mais acessíveis para famílias africanas.

Alugar e transportar a impressora 3D foi o mais caro

A impressora gigante construiu as paredes da escola com uma mistura semelhante ao cimento em apenas 18 horas. O resto do edifício – telhado, portas e janelas – foi feito com recurso a materiais fabricados em Madagáscar.

Em três semanas apenas, a escola estava pronta a receber alunos e professores. Metade do custo total da obra foi para o transporte e aluguer da impressora.

Os planos de Maggie e da sua ONG passam agora por angariar fundos para comprar uma impressora 3d, de modo a que o custo de produção de escolas como esta caia para metade.

Foto: Thinking Huts

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