1 em cada 9 pessoas no mundo sofre com falta de água

Abrir uma torneira é um gesto banal. Para nós. Há quem percorra todos os dias quilómetros a pé para conseguir poucos litros de água.

Até sexta-feira, está a decorrer na Coreia do Sul o Fórum Mundial da Água, um evento que reúne políticos, organizações e empresários de todo o mundo com vista à resolução dos problemas relacionados com a escassez de água.

Os números que se encontram na página da Water.org, uma organização internacional que há mais de 25 anos se esforça por facilitar o acesso à água nos países em desenvolvimento, são arrepiantes:

140 MILHÕES As horas que, no total, mulheres e crianças perdem num dia para ir a pé buscar água potável a fontes naturais, num gesto de sobrevivência que impede as mães de ter tempo para trabalhar e cuidar da família e as crianças de frequentar a escola;

750 MILHÕES As pessoas que, em todo o mundo, não têm acesso a água potável, aproximadamente um em cada nove habitantes, sendo que 82% vive em áreas rurais e 18% em zonas urbanas;

15 Minutos a menos, no tempo que as crianças ocupam a ir buscar água diariamente, faria aumentar o número de meninas a frequentar a escola – em 8% no Iémen; em 18% no Paquistão e em 11% em Marrocos.

2300 As pessoas que morrem diariamente de doenças associadas ao consumo de água imprópria e a más condições de higiente;

622 000 As crianças com menos de cinco anos que morrem por ano com diarreia, provocada por questões relacionadas com a falta de qualidade da água.

O problema tende a aumentar, daí a necessidade de tomar medidas urgentes e mobilizar o mundo em Fóruns como o que está a decorrer esta semana.

As estimativas da ONU apontam para que, em 2025, o número de pessoas que sofrem com falta de água mais do que duplique – dos atuais 750 para 1800 milhões.

Isto, claro, se não for feito um esforço para um consumo mais sustentável deste bem precioso, evitando o desperdício, tanto na indústria como em nossas casas.

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