Ambiente 21 julho 2020
Greta Thunberg no Parlamento Europeu | Foto: European Parliament/Creative Commons

A jovem sueca é a vencedora do Prémio Gulbenkian para a Humanidade.

Greta Thunberg já sabe o que vai fazer com parte do prémio que acabou de receber: 100 mil euros vão ser doados à SOS Amazonia campaign, da Fridays for Future Brazil, que está a combater o novo coronavírus na floresta Amazónica; outros 100 mil euros têm como destino uma fundação que tem desenvolvido esforços para tornar o ecocídio (destruição de um ecossistema ou de uma comunidade vegetal ou animal) um crime internacional, a Stop Ecocide Foundation.

Os 800 mil euros que ainda restam terão destino semelhante. No vídeo que gravou para a Fundação Gulbenkian, Greta transmite que "a totalidade do dinheiro será doada através da minha fundação a diferentes organizações e projetos que estão a trabalhar para ajudar as pessoas na linha da frente afetadas pela crise climática e pela crise ecológica, especialmente no 'Global South'".

Com 17 anos, Greta já veio dizer que está "extremamente honrada" por esta distinção. E não é para menos: o nome da ativista sueca destacou-se entre 136 nomeações (de 79 organizações e 57 personalidades de todo o mundo) para este prémio.

O Prémio Gulbenkian para a Humanidade foi criado pela Fundação portuguesa Calouste Gulbenkian, para distinguir pessoas e/ou organizações que desenvolvem um trabalho no sentido de mitigar, ou seja, abrandar o efeito das alterações climáticas e cuja intervenção se destaca pela originalidade, inovação e impacto.

Esta é a primeira edição do prémio, cujo júri internacional é presidido pelo antigo Presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio.

Jorge Sampaio revelou que foi grande o consenso do júri em atribuir o prémio a Greta Thunberg, que considera "uma das figuras mais marcantes da atualidade", destacando a forma como "conseguiu mobilizar as gerações mais novas para a causa do clima".

Faz no próximo mês de agosto dois anos que Greta Thunberg deu início a uma greve escolar para chamar a atenção para a destruição do ambiente e para a necessidade de agir. A greve viria a transformar-se num movimento global sem precedentes. As sextas-feiras pelo futuro mobilizaram mais de um milhão de crianças e deram força à luta contra as alterações climáticas.

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Escrito por Jornalissimo
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