Os vegetais marcianos são bons para comer

Estamos cada vez mais preparados para ir a Marte. Esta semana, na Holanda, comeram-se legumes marcianos e lunares.

Agosto foi um mês em grande para a equipa da NASA que trabalha com vista ao envio, em 2030, de humanos para Marte.

No Havai, chegou ao fim a experiência financiada pela agência espacial norte-americana, que pôs seis pessoas a viver um ano em condições que simulavam as de uma expedição a Marte (já te falámos dela neste artigo).

 

Se a experiência norte-americana tinha por objetivo estudar sobretudo os desafios sociais e psicológicos que se colocam quando uma tripulação é obrigada a viver em condições de isolamento, num contexto totalmente adverso, na Holanda deu-se um passo gigante numa investigação de cariz mais fisiológico, mas também relacionada com a futura ida a Marte.

Uma universidade dos Países Baixos (a Universidade de Wageningen) testa há vários anos situações de cultivo de alimentos em Marte (e também na lua), utilizando terra que simula a que os humanos encontrarão no planeta batizado com o nome do deus romano da guerra.

 

Depois de uma experiência não muito bem-sucedida, na primavera deste ano, a equipa liderada pelo ecologista Wieger Wamelink viu nascer mais de dez vegetais diferentes em solo extraterrestre. Batatas, ervilhas, beterraba, tomate, agrião e cenoura foram alguns dos alimentos que conseguiram colher.

Com o desafio de fazer crescer os vegetais superado, a questão era saber se eles poderiam ser consumidos por humanos.

 

Temia-se que os metais pesados presentes no solo da Lua e de Marte, como chumbo ou arsénio, dessem origem a alimentos impróprios para consumo humano.

Esta semana soube-se que os alimentos produzidos nestas condições não são tóxicos. De facto, apenas os rabanetes apresentaram níveis de alumínio, ferro e níquel superiores ao desejado. Alguns dos restantes vegetais apresentaram, até, níveis de alguns metais inferiores aos mesmos alimentos cultivados em solo terrestre.

 

A investigação não chegou ainda ao fim. Até porque há ainda uma série de questões sem resposta como esta: será que a absorção de metais pesados pelo corpo humano é diferente em situação de baixa gravidade?

Para já, a equipa holandesa decidiu comemorar os resultados até agora obtidos, oferecendo um jantar com quatro pratos feitos com a primeira colheita marciana e lunar. Se perceberes holandês, talvez fiques a saber o que acharam os comensais do sabor dos alimentos no vídeo abaixo. Nós só conseguimos avaliar o aspeto dos pratos e, desde logo, parece-nos “de outro planeta”.  

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