Animais 19 janeiro 2015
Duas rãs da espécie Limnonectes larvaepartus | Foto: Jim McGuire

Ao contrário da maioria dos anfíbios, estas rãs da Indonésia dão à luz girinos.

Para se entender esta notícia é preciso saber, primeiro, como se reproduz a esmagadora maioria das 6000 espécies de rãs que existem em todo o mundo. Normalmente, a fertilização nas rãs é externa: a fêmea põe um ovo e o macho liberta esperma para fertilizá-lo.

Os cientistas já tinham descoberto rãs em que este processo se desenrola no interior do corpo da fêmea, dando depois à luz rãs pequeninas. O que nunca tinham visto – apesar de já desconfiarem que existisse – era rãs em que a fertilização acontecesse no interior do corpo da fêmea dando origem a girinos, em vez de pequenas rãs ou ovos fertilizados.

A espécie, batizada de Limnonectes larvaepartus, vive na Indonésia e foi apresentada ao mundo na última edição da revista científica Plos One. A descoberta foi feita por um investigador norte-americano, Jim McGuire, da Universidade de Berkeley, na Califórnia.

McGuire foi apanhado de surpresa quando passeava pela floresta equatorial, em Celebes, uma ilha da Indonésia. Pegou numa rã que, num primeiro momento, lhe pareceu ser do sexo masculino. Só percebeu que estava perante uma fêmea grávida quando, de repente, dezenas de girinos surgiram na sua mão.

É um daqueles episódios que acontecem uma vez na vida de um cientista: “Encontrar espécies novas não é raro, mas a descoberta de um novo modo de reprodução sim”, afirmou à BBC Ben Tapley, da Sociedade Londrina de Zoologia.


Por norma, acrescentam os investigadores, estas rãs dão à luz em pequenos charcos, em vez de grandes rios, e os girinos medem cerca de um centímetros de cumprimento.

Um mistério contínua, no entanto, por desvendar. Os cientistas não conseguiram explicar ainda como rãs-macho são capazes de fertilizar os óvulos no interior das fêmeas.

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