A arte está nas pequenas coisas

O brasileiro Victor Nunes combina o desenho com comida e objetos vários. “É pura diversão e terapia”, diz-nos a partir de São Paulo.

Para Victor Nunes um garfo não tem de ser apenas um garfo, uma folha de alface não tem de ser só uma folha de alface, uma pilha não tem de ser sempre uma pilha. E quem diz pilhas, garfos e alfaces, diz também pipocas, biscoitos, clips, elásticos e mil e uma coisas.

Digamos que o artista tem o dom de ver outras coisas nas coisas que, de repente, passam a ser tudo menos aquilo que são. Será que é visão de publicitário? Pode ser. É essa a verdadeira profissão de Victor Nunes que trabalhou sempre com criação e direção de arte, contou ao JORNALÍSSIMO a partir de São Paulo.

Sobre os desenhos com objetos do dia-a-dia, diz ele que “a analogia é própria dos artistas, sempre vemos coisas que lembram outras. Isso é uma característica dos artistas em geral, em qualquer tipo de arte, poesia, dança, música, pintura…”.

Para ele, estas montagens são uma forma de passar bem o tempo: “apenas me estou divertindo com isso”, diz. Não é o único. Tem milhares de pessoas a seguirem e a divertirem-se, também, com a sua visão particular das coisas nas suas contas de Facebook e Instagram (podes encontrá-lo colocando “victornunesfaces”).

O que vês aqui é apenas uma pequena amostra do trabalho deste brasileiro de 64 anos que consegue eleger uma série favorita – a do painel feito com pipocas. Talvez por ter sido dos primeiros trabalhos a “estourar em curtidas”.

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