O “saco de papel” de Frank Gehry

O arquiteto que tem pavor a linhas retas inaugurou obra nova na Austrália.

Frank Gehry, o arquiteto nascido no Canadá e residente nos Estados Unidos, é assim: excêntrico, moderno (pela sua obra ninguém diria que tem 85 anos) e surpreendente, como a nova Escola de Negócios da Universidade de Tecnologia de Sidney, acabadinha de inaugurar.

Oficialmente o edifício chama-se Chau Chak Wing building, em homenagem ao homem de negócios e filantropo que o ajudou a construir. Mas a imprensa australiana já lhe deu uma alcunha: “brown paper bag”, pelas semelhanças com um saco de papel amarrotado (mais perceptíveis na imagem do projeto, que publicamos em seguida).

Há quem olhe para o edifício e julgue estar embriagado. Mas não. O projeto é mesmo distorcido, ondulado, a fazer lembrar mais uma escultura do que uma obra arquitetónica. Em suma, bem ao jeito do arquiteto judeu, de origem polaca, que vê a arquitetura como uma arte e gosta de jogar com formas geométricas e volumes.

Gehry projetou edifícios em diferentes países do mundo. Portugal e Brasil não contam, infelizmente, com nenhuma obra sua, mas Espanha, por exemplo, tem dois trabalhos do arquiteto. Um deles é bem conhecido. O Museu Guggenheim (em cima na foto), no País Vasco, leva todos os anos milhares de turistas até à cidade de Bilbao.

Conceber obras que se tornam em atrações turísticas é, aliás, um dom de Gehry. O Museu da Biodiversidade do Panamá (foto acima) é outro ícone da arquitetura mundial saído da sua cabeça.

O edifício agora inaugurado em Sidney é o seu primeiro trabalho na Austrália. Para lhe dar forma, foram fabricados 320 mil tijolos com um design singular.

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