Atualidade 03 dezembro 2014
Havana, Cuba: mais perto dos EUA | Foto: Martin Abegglen/Creative Commons

Depois de mais de meio século de costas voltadas, os Estados Unidos e Cuba fazem as pazes.

As relações entre vizinhos nem sempre são pacíficas. Os Estados Unidos e Cuba que o digam. A ilha das Caraíbas fica a sul dos EUA (apenas cerca de 170 quilómetros separam os dois países por mar). Até 1959, as relações entre ambos foram boas. Com a Revolução Cubana, ocorrida nesse ano, tudo mudou.

Fidel Castro subiu ao poder em Cuba, pôs fim à ditadura de Fulgêncio Batista e mudou radicalmente a forma de governar o país. Cuba adotou um regime político comunista. Uma das primeiras medidas tomadas por Fidel Castro foi a expropriação de companhias norte-americanas que, assim, passaram para a mão do Estado cubano.

Os EUA não gostaram e decretaram um embargo a Cuba, conhecido como "El Bloqueo". Com esta medida, proibiram, por exemplo, a ida dos americanos a Cuba e as relações comerciais com a ilha. Foi um castigo severo: os Estados Unidos absorviam 67% das exportações cubanas e em Cuba, os produtos americanos representavam 70% das importações.

Cuba aliou-se então com a então União Soviética (URSS), um país inimigo dos Estados Unidos, o que aumentou ainda mais a tensão. Com a queda da União Soviética, no início dos anos 90, a situação de Cuba tornou-se ainda mais complicada. Os cubanos ficaram privados de muitos bens que hoje são vulgares em qualquer parte do mundo.

Obama e Raul Castro, presidentes dos EUA e de Cuba, surpreenderam o mundo com o anúncio do fim do embargo. Ambos manifestaram vontade de voltar a estabelecer relações comerciais e os EUA anunciaram a reabertura da embaixada americana em Havana, a capital de Cuba.

Soube-se agora que as conversações entre os dois países com vista à pacificação do relacionamento duravam há um ano, com a ajuda do Canadá e do Papa Francisco. 

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