Atualidade 03 agosto 2015
A guerra no Sudão do Sul fez milhares de refugiados | Foto: European Commission DG ECHO

Esta semana há negociações para tentar acabar com a guerra civil no Sudão do Sul.

O país mais novo do mundo conta apenas quatro anos de existência. Foi em julho de 2011 que o Sudão do Sul e os seus 11 milhões de habitantes conseguiram tornar-se independentes do Sudão.

Porém, a curta história deste pequeno país é tudo menos feliz. Pouco depois da independência, no final de 2013, o Sudão do Sul mergulhou numa guerra civil que dura até ao presente, com graves consequências para a população.

O conflito resultou de um desentendimento entre o presidente e o vice-presidente do país, que pertencem a dois grupos étnicos diferentes (um é Dinka, o outro Nuer). A luta pelo poder entre ambos começou na capital do país, Juba, mas rapidamente alastrou ao resto do território.

Segundo a Oxfam International (uma confederação de organizações que prestam ajuda humanitária em vários pontos do globo), até ao momento, mais de dois milhões de pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas para fugir desta guerra, deixando para trás as suas terras e o seu gado. Algumas refugiaram-se noutras cidades do país, outras em campos das Nações Unidas, outras ainda atravessaram o rio Nilo, a sul, para chegar ao vizinho Uganda.

A situação é dramática. Os números apontam para 40 por cento da população a passar fome e a necessitar urgentemente de ajuda alimentar e de ações que promovam boas práticas de higiene, num país onde o sistema de saúde (tal como o de educação) é uma miragem.

A riqueza do país em petróleo em nada parece ajudar a população, onde nem os mais novos escapam à desgraça, com milhares de crianças obrigadas a pegar em armas e combater.

Ferran Puig, um dos responsáveis da Oxfam no país, diz que a guerra foi uma "enorme deceção". O Sudão do Sul, diz num vídeo na página da organização, "estava a avançar bem, havia uma grande energia positiva para construir o país e com esta divisão retrocedeu-se imenso".

Os Estados Unidos e líderes de países africanos vizinhos do Sudão do Sul estão a pressionar tanto o governo do país como as forças rebeldes a assinar um acordo de paz. Esta quarta-feira, dia 5, haverá uma reunião para dar mais passos nesse sentido na capital da Etiópia, Adis Abeba, e até já foi estipulado um prazo para o acordo ser alcançado: 17 de agosto.

Se até esse dia, as forças em confronto no Sudão do Sul não fizerem esforços para a paz ser alcançada, os Estados Unidos e os países vizinhos do Sudão do Sul deverão aplicar sanções ao país, forçando-o a encontrar uma solução.

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