160710-N-VJ282-037 NAVAL STATION ROTA, Spain (July 10, 2016) President Barack Obama departs Air Force One to begin his visit to Naval Station Rota. During the president’s visit, he met with base leadership, toured USS Ross (DDG 71) and spoke to service members and their families during an all hands call. Naval Station Rota enables and supports operations of U.S. and allied forces and provides quality services in support of the fleet, fighter, and family for Commander, Navy Installations Command in Navy Region Europe, Africa, Southwest Asia. (U.S. Navy photo by Mass Communication Specialist 1st Class Brian Dietrick/Released)

Obama: de presidente ao “mais importante posto em Democracia”

Durante 2912 dias, Obama foi o 44º Presidente dos Estados Unidos. Que legado deixa ele ao mundo?

Barack Obama tem hoje 55 anos, mais oito do que quando entrou na Casa Branca (em 2008) e fez história ao tornar-se no primeiro presidente negro dos Estados Unidos.

Na altura, 40 anos depois da morte do homem que sonhou com o fim da discriminação racial – Martin Luther King -, o mundo duvidava, ainda, que tal fosse possível.

Mas foi. O slogan “Yes we can”, que agitara a campanha presidencial de Barack Obama, pelo Partido Democrata, passou de esperança a realidade. Tal como o célebre poster “Hope”, do artista Shepard Fairey.

 

A Casa Branca ganhou, então, uma das mais populares famílias presidenciais dos últimos anos: os Obama. Barack, a mulher Michelle, as duas filhas, Malia e Sasha. E, já agora, os dois cães-de-água portugueses, primeiro Bo, depois Sunny.

Ao longo do tempo que passaram na residência oficial, os Estados Unidos (talvez não só os Estados Unidos) sentiram que aquela família e aquela Casa Branca, lhes pertenciam, muito graças ao tom simpático, caloroso, descontraído e bem-humorado como Barack Obama exerceu as suas funções.

 

Agora, no momento em que Obama deixa de ser Presidente, é altura de recordar o legado que deixou aos EUA e ao mundo, como líder do país mais poderoso.

DE REALIZAÇÕES E FRUSTRAÇÕES SE FAZ UM MANDATO

Uma das principais marcas leva o seu nome, o Obamacare. Com esta lei, Obama conseguiu que 20 milhões de norte-americanos pudessem passar a beneficiar de um direito fundamental que lhes era negado, a assistência médica.

A nível interno, Obama pode, também, orgulhar-se de ter dado um novo impulso à economia norte-americana (a atravessar uma enorme crise no momento em que Obama chegou ao poder) e de ter sido capaz de criar mais de dez milhões de empregos. 

Ao presidente que acaba de cessar funções, é também reconhecido o esforço por criar uma política energética mais amiga do ambiente e por ter ajudado a alcançar importantes acordos mundiais para resolver o problema das alterações climáticas, como aquele que saiu da COP21 em Paris.

Na lista de realizações importantes a nível internacional, Obama conta ainda outro acordo, com o Irão, que se comprometeu a não utilizar a energia nuclear para fins militares.  

Com a ajuda do Papa Francisco, Obama conseguiu, ainda, virar uma página na histórica tensão entre Estados Unidos e Cuba, ao por fim ao embargo de décadas decretado pelos EUA ao país vizinho, conhecido como ‘El Bloqueo’.

Obama não foi capaz, no entanto, de cumprir tudo aquilo a que se propôs. Uma das suas maiores frustrações como presidente foi não ter conseguido que o Congresso aprovasse leis sobre o controle de armas nos Estados Unidos.

ESPERANÇA NA HORA DA DESPEDIDA

No seu discurso de despedida, proferido em Chicago, a cidade onde começou a sua carreira política e onde vivia antes de a eleição presidencial o ter levado até Washington, a mensagem de Obama centrou-se, sobretudo, na importância do envolvimento de todos os cidadãos nos destinos do país.

Aos muitos milhares de pessoas que o ouviram, Obama disse ter aprendido que a mudança só acontece quando as pessoas normais se envolvem e se unem para a tornar possível.

Lembrou que “a Democracia fica ameaçada de cada vez que a damos por garantida” e que “tudo depende da nossa participação”. Afinal, acrescentou ainda, “O poder não existe por si só. Somos nós, o povo, que damos o poder com a nossa participação e as nossas escolhas”.

A mensagem de Obama foi, acima de tudo, de esperança na cidadania: “A democracia precisa de nós, não só quando há eleições, mas durante toda a nossa vida”.

Obama prometeu, por isso, ser um cidadão empenhado e “falar se sentir que os valores fundamentais estão ameaçados”. Antes de passar oficialmente a pasta ao novo Presidente dos Estados Unidos, Obama disse que iria regressar “ao mais alto posto em Democracia”- Ser cidadão. 

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