O que aconteceu em Chernobil há 30 anos?

Uma empresa de videojogos criou uma aplicação que permite “visitar” a zona do acidente nuclear (VÍDEO).

Há precisamente 30 anos, na Ucrânia, numa zona muito próxima da fronteira com a Bielorrússia, viveu-se um dos piores acidentes nucleares de que há memória.

No dia 26 de abril de 1986, passava pouco da meia-noite quando o reator número 4 da central nuclear de Chernobil, usado na produção de eletricidade, explodiu.

O que era suposto ser apenas um teste na central nuclear correu mal e deu origem a uma gigante nuvem radioativa que se espalhou pelos céus da Europa, anunciando o maior desastre ambiental e industrial da História.

 

Estima-se que mais de cinco milhões de pessoas tenham sido atingidas pelas perigosas partículas radioativas libertadas na explosão – não só durante um dia, mas durante meses, contaminando toda a área envolvente num raio de centenas de quilómetros.

Milhares de pessoas morreram, milhares ficaram doentes e mais de 300 mil foram obrigadas a abandonar as suas casas. A natureza também sofreu o impacto do desastre: a radioatividade contaminou solos, rios, afetou fauna e flora.

Apesar de invisível, as substâncias radioativas continuam presentes no local e uma extensa área é, ainda, de acesso muito restrito pelo perigo que representa.

 

Uma equipa da ‘The Farm 51’, uma empresa polaca que faz videojogos, foi autorizada a passar vários dias no local da antiga central nuclear e na cidade vizinha, onde viviam os trabalhadores, que foi totalmente evacuada, Pripyat.

A produtora captou centenas de fotografias, imagens de vídeo (algumas aéreas, conseguidas com recurso a drones) e modelos 3D para desenvolver o ‘Chernobyl VR Project’.

Através de realidade virtual, a empresa lançou uma aplicação que permite visitar toda a área – entrar em edifícios abandonados, em casas, numa escola, num ginásio – sem sair do local, apenas com uns óculos especiais (Oculus e PlayStation VR, HTC VIve, Samsung Gear VR) – vê o vídeo no final deste artigo. 

Na página oficial do projeto, os criadores da aplicação dizem querer combinar a tecnologia dos videojogos com uma perspetiva educativa. Parte dos lucros obtidos com a venda da ‘App’ irão reverter a favor de fundações que ajudam as vítimas do desastre.

Recorda o que é a energia nuclear, conseguida através do urânio. 

Sabias que a realidade virtual está a ser aplicada ao jornalismo. Conhece o Projeto Síria, que leva o espetador até a “viver” um atentado na cidade de Alepo.

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