An Iraqi soldier's goggles catch the reflection of U.S. Army Staff Sgt. Kevin Murphy, left, as he instructs Iraqi soldiers of 2nd Battalion, 11th Brigade, 3rd Iraqi Army Division, on individual movement techniques at the Ghuzlani Warrior Training Center, Feb 2. Murphy and fellow Soldiers of 1st Squadron, 9th Cavalry Regiment, 4th Advise and Assist Brigade, 1st Cavalry Division, run Iraqi battalions through 25-day training cycles at the GWTC in order to teach them collective unit-level warfighting drills in order to bolster IA independence on national defense operations. (U.S. Army photo by Sgt. Shawn Miller)

O que está a acontecer em Mossul?

A cidade iraquiana está a ser alvo de uma operação militar para a libertar do Estado Islâmico.

Mossul é a segunda maior cidade do Iraque (depois da capital, Bagdade) e está sob o controlo do Estado Islâmico (EI) desde junho de 2014.

Foi precisamente em Mossul que o líder do EI proclamou um califado nos territórios conquistados pelo grupo terrorista no Iraque e na Síria.

As pessoas que viviam nas áreas ocupadas por estes radicais islâmicos foram obrigadas a seguir as suas posições extremistas, sob pena de serem sujeitas a extrema violência.

UMA VITÓRIA DE PESO

A batalha para a reconquista de Mossul iniciou-se a 16 de outubro. É liderada pelo exército iraquiano e conta com o apoio de uma coligação internacional, chefiada pelos Estados Unidos.

Expulsar os ‘jihadistas’ radicais de Mossul seria uma grande vitória, já que esta é a única cidade iraquiana que permanece sob o controle do autoproclamado Estado Islâmico. Além disso, seria mais um sinal de que o grupo terrorista está a perder força.

No início deste mês de outubro soube-se que o EI perdeu mais de um quarto do território que chegou a ocupar quando esteve no seu auge, em janeiro de 2015.

ADIVINHA-SE UM LONGO COMBATE

Mesmo perante um EI debilitado, que terá apenas entre três a nove mil combatentes em Mossul, prevê-se que a batalha não vá ser fácil, podendo prolongar-se por várias semanas ou mesmo meses.

A guerra em curso começou já a afetar seriamente a vida do milhão e meio de pessoas que vive em Mossul. Muitos habitantes abandonaram as suas casas e deixaram a cidade em busca de proteção. A ONU construiu já vários campos de refugiados com vista a acolher estas pessoas.

Mas nem todos conseguirão abandonar Mossul. Um dos principais receios é que o Estado Islâmico obrigue muitos habitantes a ficar para os usar como escudos humanos e dificultar assim o avanço das tropas iraquianas.

O facto de a batalha se desenrolar num cenário urbano dificulta, também, a situação. Durante o tempo em que ocupou a cidade, o EI teve tempo para construir refúgios e armadilhar o terreno. Para dificultar raides aéreos e o uso de drones pelas forças contrárias, o EI provocou já fogo em várias partes de Mossul, impedindo assim a captura de imagens devido ao fumo.

GUERRA DEPOIS DA GUERRA

O final da batalha de Mossul poderá não terminar depois de o EI ser derrotado. Há muitos especialistas em geopolítica que acham que o pior virá depois.

A questão é que, neste momento, uniram-se para combater o EI grupos que habitualmente estão em luta entre si e mantêm rivalidades históricas, como xiitas e sunitas.

Há receios que, conquistada a cidade ao EI, nova guerra comece, opondo esses grupos que agora se uniram com um objetivo concreto.

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