Ciência 20 junho 2020
Os hemisférios vivem momentos opostos | Fotos: Onir/Creative Commons (abertura) e jon Bunting e Bill/Creative Commons (meio do artigo)

A noite de 20 para 21 de junho é a mais curta deste ano no hemisfério norte e a mais longa no hemisfério sul.

Poucas vezes nos lembramos de que o planeta em que vivemos está em constante movimento, quer girando em torno de si mesmo (rotação), quer em volta do Sol (translação).

Também é raro pensarmos que vivemos num planeta inclinado. Mas vivemos e ainda bem, pois se a Terra não estivesse inclinada - cerca de 23,5 graus sobre o seu próprio eixo - não conheceríamos as diferentes estações do ano.

Essa ligeira inclinação faz com que os dias e as noites na Terra não sejam todos iguais. Tudo depende do ponto da sua órbita em que a Terra se encontra.

Os solstícios e os equinócios fazem com que, pelo menos de três em três meses, nos recordemos que temos os pés assentes numa Terra que nunca pára de mexer-se.

Os solstícios acontecem a 20, 21 ou 22 de dezembro e a 20, 21 ou 22 de junho; os equinócios pelos mesmos dias, mas em setembro e março.

Se falamos aqui dos dois momentos marcantes do calendário astronómico é porque eles se percebem melhor em conjunto.

Tem tudo a ver com a forma como a luz solar ilumina os hemisférios terrestres ou, se preferires, com a posição em que estes estão relativamente ao Sol.

Nos equinócios (em setembro e março), os hemisférios são iluminados de igual forma pelo Sol. Pelo contrário, nos solstícios, há um hemisfério que recebe mais luz e outro menos.

Assim, no solstício de dezembro, o hemisfério norte alcança o ponto mais protegido do Sol e, como tal, vive a sua noite mais longa e o dia mais curto, marcando o início da estação mais fria do ano, o Inverno.

Pelo contrário, nesse exato momento, o hemisfério sul vive o momento mais exposto à luz solar, dando origem ao dia mais longo do ano e à noite mais curta, ao mesmo tempo que marca o início da estação mais quente, o Verão.

Por isso mesmo, às 22h44 do dia 20 de junho de 2019 (hora portuguesa), o hemisfério Norte vive o solstício de Verão enquanto o Sul vive o solstício de Inverno.

O fenómeno astronómico é conhecido desde a Antiguidade e está associado a inúmeros rituais e festas. Várias civilizações viam no solstício um momento mágico, associado a um determinado simbolismo, nomeadamente à vitória do Sol sobre as trevas.

O solstício deu mesmo origem a monumentos que assinalam a sua importância para povos antigos, como Stonehenge (foto acima), em Inglaterra, uma estrutura pré-histórica que se acredita ter sido construída para celebrar este dia.

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Escrito por Jornalissimo
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