Ciência 07 abril 2015
Para os budistas, a posição da múmia indica que está em meditação | Foto: YouTube

Uma múmia foi encontrada na Mongólia e os monges budistas acreditam que ela continua viva.

Sanjjab está, no mínimo, a viver uma segunda vida, depois de ter morrido há mais de cem anos. 

Este monge budista foi encontrado na Mongólia, em fevereiro, sentado com as pernas cruzadas, numa conhecida posição de meditação, designada por lótus.

O seu estado de preservação é surpreendente. A múmia conserva, até, o cabelo e o bigode. 

Quem a encontrou planeava vendê-la no mercado negro, o que felizmente não chegou a acontecer, tendo sido levada para o Instituto Forense da capital do país, Ulan Bator, onde investigadores a limparam para poderem estudá-la ao pormenor. 

 

Os resultados das análises ainda não foram revelados, mas na comunicação social do país começaram a circular informações sobre a identidade da múmia e o período em que viveu. 

Pensa-se que terá nascido em 1822 e morrido em 1905. Mas a data da morte não é unânime. Os que discordam não dizem que a múmia faleceu mais cedo ou mais tarde - defendem, simplesmente, que não faleceu. 

Os budistas mongóis acreditam que o monge ainda está vivo. Identificam-no como um discípulo de uma figura importante do Budismo no país e dizem que a posição em que se encontra é sinal de que está num profundo estado de meditação conhecido por "Tukdam", uma espécie de passagem entre a vida e a morte. 

O Instituto Forense da Mongólia onde decorrem análises científicas para perceber, por exemplo, a que se deve o seu excelente estado de conservação ou determinar o período em que viveu com mais exatidão, transformou-se, entretanto, num local de peregrinação. 

Em entrevista à agência France Press, um especialista em Budismo da Universidade de Manchester (Reino Unido) explicou que "no Budismo Tibetano (praticado na Mongólia) a preservação intencional dos corpos de importantes líderes religiosos é comum". 

Só o resultado das investigações poderá levantar um pouco mais o véu sobre o mistério desta mumificação. Terá sido mão do homem? Ou será que se deve ao clima seco do país? Há muitas hipóteses, mas ainda nenhuma certeza. 

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