A tabela periódica de Mendeleiev cresceu

Quatro novos elementos vão integrar a sétima linha: todos são inventados pelo homem e altamente radioativos. 

Não é todos os dias que um elemento tem direito a entrar na tabela inventada em 1869 pelo russo Dmitri Mendeleiev. 

Os últimos a terem o privilégio de constar na tabela, que tantas dores de cabeça dá aos estudantes de Química, foram o 114 e o 116, em 2011. 

Cinco anos depois, a União Internacional de Química Pura e Aplicada (UICPA) anuncia novidades na sétima linha da tabela, com a admissão dos elementos 113, 115, 117 e 118. 

A descoberta destes elementos não aconteceu de um dia para o outro. É o resultado de um trabalho de vários anos, levado a cabo por cientistas japoneses, russos e norte-americanos, que tiveram de repetir a experiência de modo a provar a descoberta. 

Enquanto esperam que lhes seja atribuído um nome oficial pelos seus descobridores (as normas ditam que se batizem com nomes mitológicos, de minerais, de cientistas ou de lugares), designam-se temporariamente por Unúntrio (113), Ununpentio (115), Ununseptio (117) e Ununoctio (118). 

Estes metais não se encontram na natureza, são sintéticos, ou seja, foram criados pelo homem, e são altamente radioativos. Existem, apenas, por alguns segundos (ou mesmo milésimos de segundo), o que dificulta o seu estudo, e pelo menos para já têm apenas uso científico. 

O elemento 113 – o primeiro da tabela a ser descoberto na Ásia – resulta, por exemplo, da desintegração do elemento 115. 

Para os cientistas que descobriram estes elementos, vê-los reconhecidos pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (UIPCA) é o equivalente a ganhar um Óscar no mundo do cinema. 

Desde o início do século XX que a UIPCA é a entidade encarregue pela regulação da tabela periódica, bem como estabelecer padrões para a denominação de compostos químicos (nomes de elementos, fórmulas, compostos, símbolos…). 

O trabalho da UIPCA é fundamental para que o conhecimento evolua e se transmita de forma global, ao garantir que nas universidades e na indústria, todos os químicos falam uma linguagem comum. 

No vídeo seguinte da TED-Ed podes perceber melhor a genialidade do cientista russo que dá nome à Tabela.

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