E do mar nasceu mais uma ilha

A erupção do vulcão aquático Hunga Ha’apai, no Pacífico, alterou (ligeiramente) a imagem da Terra vista do alto.

Geralmente, associamos as imagens do “antes” e do “depois” a cirurgias plásticas, anúncios de perdas de peso, coisas triviais.

Desta vez, a transformação é bem mais poética. Não tem mão do homem, é obra da mãe natureza e, isso sim, uma invenção humana – o satélite “Pléiades” – permite-nos ver a transformação operada numa pequena área do pacífico sul por uma erupção vulcânica.

Se colocares o cursor sobre a imagem abaixo e arrastares a barra branca de um lado para o outro, podes ver duas imagens de satélite do local. Uma foi tirada em fevereiro de 2014 e outra, já com a nova ilha, em janeiro de 2015.

Ainda sem nome, a ilha surgiu depois de o vulcão subaquático Hunga Ha’apai ter entrado em erupção em dezembro passado.

Num daqueles fenómenos que tem tanto de espetacular como de assustador, a lava expelida durante semanas foi-se transformando em rocha e, ao superar a superfície da água (por pouco, tem apenas cem metros de altitude), deu origem a esta formação.

Três amigos corajosos, a quem podemos agradecer uma visão mais aproximada da ilha, aventuraram-se de barco até lá, tiraram fotografias junto à cratera, mas queixaram-se da temperatura do solo, que lhes pareceu a superfície lunar. “É ainda muito quente”, disseram. Comentaram também o cheiro “sulfuroso” que emanava do lago que surgiu na boca do vulcão.

Este pedaço de terra ainda com cheiro a litosfera fica no Reino de Tonga e é a 176ª ilha deste país da Oceânia, situado numa zona vulcânica de intensa atividade sísmica, conhecida por Anel de fogo do Pacífico.

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