Finlândia: as disciplinas não acabam, mas perdem peso

Os alunos finlandeses vão ter um ensino que conjuga matérias de várias disciplinas e aprender com diferentes professores ao mesmo tempo.

Passar longas horas sentado a ouvir o professor, estudar por um livro só, ser avaliado por testes é algo a que os alunos finlandeses não estão habituados.

Nas escolas daquele país, situado bem no norte da Europa, o ambiente é descontraído. Privilegia-se o trabalho em equipa, a interação, a criatividade. Tenta-se que os alunos associem a escola a experiências positivas. E divertidas, se possível.

A partir de agosto, as escolas finlandesas do ensino básico vão ter mais uma prioridade: proporcionar um ensino transversal às várias disciplinas.

O Ministério da Educação do país acha que os alunos estarão melhor preparados se, em cada aula, cruzarem conhecimentos de diversas áreas.

Além do estudo da matemática, da história ou da geografia isoladamente, a aprendizagem vai focar-se, também, em tópicos. Cada tópico servirá para aprender conteúdos de disciplinas diferentes.

PISA: NO TOPO DA TABELA

Não, as disciplinas não vão acabar. O programa dado em cada uma delas vai, no entanto, ser reduzido. Assim, passa a haver tempo para aulas abrangentes, que podem ser dadas por vários professores ao mesmo tempo.

A avaliar pelo estudo PISA, que compara os conhecimentos em matemática, ciência e leitura entre os alunos de 15 anos dos vários países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), o sistema finlandês recomenda-se.

Os estudantes do país conseguem sempre excelentes resultados, ocupando o topo da tabela.

APRENDER A APRENDER

O mérito também é deles – e não só pelas notas que tiram. Os alunos ajudam a escola e os professores a planear as aulas, a dizer como querem aprender.

Um dos objetivos desta reforma é tornar os alunos ainda mais responsáveis nos seus processos de aprendizagem.

A Finlândia acha que aprender é uma capacidade que deve ser estimulada. A ideia é que, da mesma forma que se aprende a ler ou a fazer contas, também se pode aprender a aprender.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *