Hoje temos um segundo extra. Sabes porquê?

Parece irrelevante, mas não é assim tanto: sem ele, a Internet e o GPS poderiam sofrer ‘bugs’.

Um segundo a mais ou a menos, aparentemente, pouca diferença faz. Nenhum de nós vai estar a adiantar os relógios um segundo, como fazemos quando muda a hora.

Mas um segundo no mundo pode não ser tão irrelevante assim. Sobretudo nos dias de hoje, em que a tecnologia está por todo o lado.

A necessidade de ajustar o tempo da Terra ao tempo dos relógios surge pelo facto de o movimento da Terra não ser constante – a sua rotação umas vezes acelera, outras vezes abranda, em função de fenómenos vários, como a influência da lua nas marés ou violentos terramotos. 

A PRECISÂO DOS RELÓGIOS ATÓMICOS

Daí que, por vezes (geralmente com o intervalo de um ano e meio), surja a necessidade de fazer um pequeno ajuste nos relógios.      

E quando falamos em relógios não são tanto os que trazemos no pulso ou os que temos no despertador da mesa-de-cabeceira – são os relógios atómicos.

Trata-se de relógios com uma precisão extraordinária, utilizados para determinar a hora na Terra e definir o Tempo Universal.

O Tempo Universal Coordenado (a sigla em inglês é UTC) resulta de um acordo internacional feito em 1972.

QUEM DECIDE OS AJUSTES?

A partir desse ano, o fuso horário que serve de referência para calcular todas os fusos horários do mundo deixou de se definir a partir do sol ou das estrelas (como anteriormente acontecia, com o Tempo Médio de Greenwich, GMT) e segue um padrão atómico.

O Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (IERS é a sigla em inglês) mede com exatidão a rotação do nosso planeta e sabe quando se deve somar ou subtrair um segundo (o chamado segundo bissexto, segundo intercalar ou segundo de salto) aos relógios. 

SE NÂO HOUVESSE O SEGUNDO INTERCALAR…

Para uma série de tecnologias, institutos e sistemas científicos, este estranho segundo é de uma importância extrema. Se ele não fosse introduzido, automaticamente, os grandes sistemas de navegação por satélite ou os sistemas de sincronização das grandes redes de computadores poderiam sofrer problemas de funcionamento e, assim, interferir com as nossas vidas.

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