O que é a energia nuclear?

Conseguida através do urânio, a energia nuclear (ou atómica) tem um poder brutal. Há 70 anos o mundo soube-o da pior forma, com as bombas de Hiroshima e Nagasaki.

O urânio foi uma das últimas fontes de energia a ser descoberta pelo Homem. A energia que vem deste mineral, composto por imensos átomos, chama-se nuclear por uma razão: é precisamente no núcleo que se encontra armazenada uma grande quantidade de energia.

Há duas formas de tirar partido dessa energia escondida: uma é através da fusão de átomos, a outra é pela chamada fissão, em que a energia é obtida rompendo o núcleo do átomo.

A quantidade de energia que se obtém a partir dos processos nucleares é muito superior à que se consegue através de processos químicos (em que só estão envolvidas as partes externas do átomo).

Para teres uma ideia, um quilo de urânio tem capacidade para produzir a mesma energia que mais de duas toneladas de carvão.

FISSÃO?! O QUE É ISSO?

A fissão nuclear é, então, o processo através do qual se consegue produzir energia elétrica a partir do urânio, nas centrais nucleares.

Durante esta reação, o núcleo é atingido por neutrões e divide-se em dois fragmentos, libertando energia sob a forma de calor. É esse calor que é usado para produzir eletricidade.

Na realidade, ao romper-se, o núcleo liberta não só calor, mas também radiação. Em pequenas quantidades, os raios de energia emitidos não representam um problema (e nas centrais nucleares a radiação é controlada, de modo a que não haja fugas).

Se for libertada em grandes quantidades, porém, a radiação constitui uma séria ameaça à população e ao ambiente, podendo provocar doenças e contaminar água e alimentos ao longo de muitos anos.

Foi isso que aconteceu, por exemplo, em 2011 quando o terramoto e tsunami que abalaram o Japão provocaram o acidente nuclear de Fukushima.

E AS BOMBAS?

A bomba nuclear ou atómica (feita através do processo de fissão) só foi usada em dois momentos, pelos Estados Unidos, em agosto de 1945.

Com o seu lançamento, ordenado pelo Presidente Harry Truman, os E.U.A. arrasaram as cidades japonesas de Hiroshima (6 de agosto) e Nagasaki (9 de agosto), durante a II Guerra Mundial.

Hiroshima e Nagasaki ficaram completamente destruídas após o lançamento das bombas atómicas. Nunca se saberá ao certo quantas pessoas morreram. Calcula-se que tenham sido 70 mil em Hiroshima e 60 mil em Nagasaki. Além destas, muitas pessoas ficaram doentes em consequência dos ataques.

Passado pouco tempo, a 2 de setembro de 1945, os Estados Unidos conseguiram aquele que era o objetivo do lançamento das bombas: a capitulação do Japão.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE A BOMBA ATÓMICA E A ‘BOMBA H’?

A ‘bomba H’ recorre ao outro processo que atrás referimos, o de fusão (em que se unem dois átomos para formar um novo).

O Homem ainda não encontrou uma forma de realizar este processo para produzir energia elétrica, uma vez que para ele ocorrer é necessário atingir temperaturas inacreditáveis, na ordem dos milhões de graus – basta dizer que a fusão de átomos é a reação que acontece naturalmente no interior do sol.

Sendo também uma bomba nuclear, a chamada “bomba H”, recorre à junção de dois átomos de hidrogénio e é a bomba mais potente que o Homem inventou até hoje: calcula-se que possa atingir uma força 50 vezes maior à da bomba atómica. Até hoje, ela só foi testada uma vez, em 1952, nas ilhas Marshall.

Uma guerra com bombas destas podia tornar a Terra, tal como a conhecemos, uma memória do passado. Isto se nós, humanos, ficássemos cá para a recordar… Dá para perceber a importância do acordo nuclear com o Irão, assinado recentemente.

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