O que são os cursos técnicos superiores profissionais?

Têm apenas dois anos de duração, são mais orientados para uma atividade profissional e há cada vez mais estudantes a optar por eles.

A Direção Geral de Educação estima que, de entre os 78 250 estudantes que este ano letivo, de 2016/2017, deverão iniciar estudos superiores no ensino público, 7400 frequentem um curso técnico superior profissional.

Ou seja, estes cursos recebem quase 10% do total dos candidatos ao concurso nacional de acesso ao ensino superior (os restantes 90% frequentarão cursos de licenciatura e mestrados integrados).

Mas, afinal, que cursos superiores são estes?

Já se disse que são cursos que se caraterizam por uma duração mais reduzida (apenas dois anos, 120 ECTS) e uma orientação mais profissionalizante, que se reflete no currículo.

Trata-se de cursos que têm três componentes: uma componente de formação geral e científica, outra de formação técnica e, por fim, uma formação em contexto de trabalho. Esta última consiste na realização de um estágio numa empresa, com uma duração de, pelo menos, um semestre.

Daqui a algumas linhas, retomamos esta questão dos estágios. Para já, é importante saber que este tipo de formação se destina a estudantes que tenham terminado o ensino secundário, independentemente da vertente em que estejam (científica-humanística, profissional, tecnológica, etc.).

Este ano deverão ser 500 os cursos deste género lecionados em quase 100 instituições de ensino superior de todo o país (o concurso é da responsabilidade de cada uma delas e é, também, cada uma destas instituições que está responsável por determinar quais as áreas de formação do secundário exigidas para o aluno poder apresentar candidatura aos cursos que abre).

As instituições privadas também oferecem cursos técnicos superiores profissionais. E os números, tanto de oferta como de procura de formação deste género, têm vindo sempre a aumentar.

Em 2014/2015, quando foram criados, funcionaram 19 cursos apenas, com 405 alunos; no ano passado, já houve 308 cursos com cerca de 6100 estudantes inscritos. Este ano letivo estima-se que haja os tais 500 cursos e 11 500 alunos (somando ensino público e privado).

O Instituto Politécnico de Leiria é o que mais vagas tem para este ano letivo (para 783 estudantes), seguido pelo de Bragança (698) e pelo de Coimbra (670).

A maioria da oferta nesta nova tipologia de ensino superior situa-se no domínio das ciências e tecnologias (43% dos cursos), mas há 18 áreas de estudo.

Toma nota: Artes, Humanidades, Ciências sociais e do comportamento, Ciências empresariais, Direito, Ciências da vida, Ciências físicas, Informática, Engenharia e técnicas afins, Indústrias transformadoras, Arquitetura e construção, Agricultura silvicultura e pescas, Ciências veterinárias, Saúde, Serviços sociais, Proteção do ambiente e Serviços de Segurança.

Podes consultar a lista de todos os Cursos Técnicos Superiores Profissionais nesta página da Direção Geral do Ensino Superior. Aqui tens, ainda, um conjunto de respostas a perguntas frequentes sobre estes cursos.

Voltando aos estágios, conforme prometido, eles são obrigatoriamente assegurados aos estudantes pela instituição de ensino superior e realizam-se em empresas e entidades que trabalham na área do curso escolhido.

O Ministério da Educação e Ciência informa que há 7283 empresas e organismos com protocolos assinados com as instituições de ensino superior que lecionam estes cursos e que há estágios garantidos para mais de 20 mil estudantes.

Se ainda estás com dúvidas sobre o curso que queres seguir lê este artigo, onde encontrarás quatro sites que te podem ser muito úteis no processo de decisão.

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