Por que é que o ano chinês só agora está a começar?

É tudo uma questão de calendários. Na China, a referência é a lua, não o sol.

O Ano Novo está para os chineses mais ou menos como o Natal está para nós. É uma festa cheia de símbolos e tradições, que se passa com a família.

Todos os anos, por esta altura, os chineses deslocam-se do local onde vivem e trabalham para a cidade-natal e, ao fazerem-no, dão origem à maior migração anual mundial.

Estima-se que, por estes dias, só na China se façam três milhões de viagens! E o número não inclui as deslocações feitas em Singapura, Vietname ou Malásia, que também celebram a data.

Este ano, que para nós é o ano 2017, mas que para os chineses é já o ano 4715, o início do ano novo calhou no dia 28 de janeiro, mas a data não é fixa.

O Ano Novo Chinês tem data variável, entre os dias 21 de janeiro e 20 de fevereiro, dependendo da lua. Este ano, o primeiro dia do calendário lunar coincidiu com o dia 28 de janeiro.

A tradição de seguir a lua para o início do ano mantém-se na atualidade, apesar de a China ter adotado o calendário gregoriano em 1912.

Na China, os signos são determinados, também, de forma diferente. O zodíaco chinês rege-se não pelo mês, mas pelo ano em que a pessoa nasce. Cada ano corresponde, sempre, a um de doze animais.

Diz a lenda que esta tradição começou quando Buda convidou todos os animais para passarem esta festividade com ele. Apareceram doze, que foram homenageados passando cada um a ter um ano em sua honra.

Em 2015 foi o ano da Cabra, em 2016 do Macaco, em 2017 é o ano do Galo. Quem nascer ao longo deste ano será “Galo” segundo o zodíaco chinês.

E, a cada animal, os chineses associam um conjunto de caraterísticas de personalidade, tal como acontece com os nossos signos. Quem nasce sob o signo do Galo – acreditam os chineses – é corajoso, talentoso, franco e ambicioso.

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