Na realidade não foi sempre assim. Os nossos antepassados tinham todos a pele da mesma cor.

Porque há diferentes cores de pele?

Na realidade não foi sempre assim. Os nossos antepassados tinham todos a pele da mesma cor.

Quando o tema é tons de pele, há uma palavra que não pode ficar de fora: melanina. A melanina é uma proteína que o nosso organismo produz para proteger a pele dos raios ultravioleta. Quanto mais melanina um ser humano tem, mais escura é a sua pele e mais protegido se encontra face aos raios solares.

Como quase tudo na evolução humana, também a cor de pele dá resposta a uma necessidade concreta. Assim, não é um acaso que os habitantes de zonas geográficas onde há mais sol tenham a pele mais escura. Essa condição dava-lhes uma vantagem na luta pela sobrevivência, ao protegê-los dos danos que os fortes raios solares lhes poderiam provocar.

Tendo o homem moderno surgido em África, é fácil compreender que no início todos começámos por ter a pele escura.

No entanto, à medida que o homem se começou a espalhar pelo globo e a viver em regiões com menos sol, a pele tornou-se mais clara. Algo que, mais uma vez, não sucedeu por acaso, mas por questões de adaptação e sobrevivência. Nas zonas mais afastadas do Equador, a principal necessidade do ser humano já não era a de proteger-se contra os raios ultravioleta, mas a de conseguir produzir vitamina D em quantidade suficiente, apesar da fraca exposição solar. Era, assim, importante que o tom de pele não fosse um obstáculo à síntese de vitamina D pelo organismo.

E assim, por questões de adaptação, os seres humanos têm hoje uma riquíssima gama de cores de pele. Algo que os torna apenas superficialmente diferentes. Interiormente, como lembra o poema de António Gedeão, Lágrima de Preta, somos todos iguais. Defender que os homens são diferentes por terem diferentes cores de pele não é apenas racismo. É ignorância.

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