Desporto 30 outubro 2017
A Chama foi acendida dia 24 de outubro em Olímpia | Foto: IOC/ GETTY IMAGES

Acendida em Olímpia, chegará ao destino a 9 de fevereiro, dia da abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno  PyeongChang 2018

Por Rita Nunes* - IHC-FCSH-UNL / Comité Olímpico de Portugal

A cerimónia de acendimento da Chama Olímpica, realizada na cidade grega de Olímpia, no dia 24 de Outubro, marcou o início da contagem regressiva para a próxima edição dos Jogos Olímpicos de Inverno PyeongChang 2018, que se realiza de 9 a 25 de fevereiro.

Conforme a tradição, a Chama Olímpica deve ser acesa utilizando o antigo método dos raios solares que, refletindo-se num espelho parabólico, criam uma chama. No entanto, este ano, a tradição não se cumpriu! O céu apresentava-se bastante nublado, não havendo raios solares que permitissem esse acendimento (durante parte da cerimónia chegou mesmo a chover). Recorreu-se, assim, a um método alternativo previamente definido, ou seja, a utilização da chama gerada durante o ensaio da cerimónia.

Como nas anteriores edições dos Jogos Olímpicos, foi também criada uma Tocha para o transporte da Chama Olímpica. A Tocha de PyeongChang 2018 conjuga a tecnologia com a criatividade.

 

A tecnologia para que a Chama nunca se apague durante o seu percurso independentemente das condições atmosféricas encontradas e a criatividade para mostrar a cultura e a história do país anfitrião, bem como transmitir uma mensagem de paz e união entre os povos. A textura da superfície e a sua cor branca, inspiradas na beleza da porcelana tradicional da Coreia, simbolizam a paisagem de PyeongChang coberta de neve; as suas extremidades pentagonais pretendem transmitir a união entre as pessoas dos cinco continentes e os seus 700 milímetros representar um conceito promovido por PyeongChang: “Felizes 700”, que resulta da crença de que o ambiente mais confortável para a vida humana é a 700 metros acima do nível do mar, altura a que está localizada a cidade-sede destes Jogos.

Depois da cerimónia em Olímpia, a chama iniciou um percurso por terras gregas sendo, no dia 1 de novembro, transportada de avião até à cidade de Incheon, na República da Coreia. Uma vez em território coreano, inicia-se o percurso da Chama designado 'Let Everyone Shine' (Deixem todos brilhar).

Este percurso terá uma duração de 101 dias e percorrerá 2018 quilómetros, passando por 9 províncias e 8 grandes cidades, incluindo vários locais emblemáticos da cultura coreana e atrações turísticas. Todas as pessoas estão convidadas a participar, ajudando assim a criar um ambiente Olímpico no país que recebe a XXIII edição dos Jogos Olímpicos de Inverno.

 

Tendo a Coreia cerca de 75 000 milhões habitantes foram escolhidos 7 500 pessoas para transportarem a Tocha Olímpica. Estas, terão a ajuda de 2018 corredores de apoio que têm como missão, não só salvaguardar que tudo corre bem, mas também divulgarem a mensagem do percurso da Chama Olímpica.

A Chama Olímpica será transportada no dia 9 de fevereiro até Estádio Olímpico de PyeongChang onde se realiza a Cerimónia de Abertura. O último transportador da Tocha Olímpica, cuja identidade é mantida em segredo até ao último minuto,  costuma dar uma volta ao estádio antes de acender a Pira Olímpica com a Chama transmitida desde a cidade grega de Olímpia.

aqui o vídeo que simboliza este percurso.

(*) Publicada ao dia 30 de cada mês, a rubrica "História, Desporto e Olimpismo" é dedicada ao estudo das origens e evolução do desporto e do Movimento Olímpico em Portugal. Resulta de uma parceria entre o Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa (IHC - UNL) e o Jornalíssimo e tem a coordenação científica de Rita Nunes, Diretora do Gabinete de Estudos e Projetos do Comité Olímpico de Portugal e investigadora do IHC.

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Escrito por Jornalissimo
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