Dicas 23 abril 2015
"Nomofobia" é a angústia que se sente quando se fica sem telemóvel | Foto: James Theophane/Creative Commons

Que tipo de relação tens com o teu smartphone? És tu que tomas conta dele ou é ele que toma conta de ti?

Nos dias que correm já há uma palavra para designar a angústia que algumas pessoas sentem quando ficam sem telemóvel: "nomofobia".

A designação tem origem inglesa, vem da expressão "no mobile phone phobia".  

Como acontece com quase todas as dependências, é muitas vezes difícil ao próprio aperceber-se de que está a ficar viciado. 

Se responderes afirmativamente a todas ou à maioria das questões que te colocamos em seguida, talvez tenhas razões para ficar alerta à forma como te relacionas com o teu telefone móvel.

- Se estás na rua e te apercebes que deixaste o telemóvel em casa voltas atrás para buscá-lo?

- Sentes ansiedade e ficas nervoso se o teu telemóvel fica sem bateria e não tens um carregador por perto?

- Quando vais ao cinema, ao teatro ou a outro espetáculo não resistes a ir vendo se alguém te telefonou ou enviou mensagens?

- Dormes com o telemóvel ligado?

- Dás por ti frequentemente a jogar jogos ou enviar mensagens quando estás a almoçar com família ou amigos, indiferente a regras de boa educação?

As vantagens que os telemóveis trouxeram às nossas vidas são inegáveis. Mas não é suposto que dominem por completo o nosso dia-a-dia. 

Andar sempre a ver se temos mensagens, sentirmo-nos mal se não respondermos imediatamente a um telefonema ou sms, permitir que o pequeno aparelho se intrometa nos nossos momentos de convívio social não virtual, ou de descanso, pode ser sinal de que estamos a desenvolver uma adição aos smartphones.

Combater a dependência dos telemóveis é possível. O primeiro passo é assumir que estamos a ficar viciados. O segundo é tomar medidas. 

"DIETA VIRTUAL"

Eis alguns conselhos que te podem ajudar a fazer uma espécie de "dieta virtual":

1) Passar a desligar o telemóvel e não pô-lo apenas no silêncio em algumas ocasiões, especialmente quando vamos dormir. Estudos científicos provam que a luminescência do ecrã prejudica o sono; 

2) Desligar as notificações automáticas das várias aplicações, que nos alertam sempre que recebemos uma nova mensagem de correio eletrónico ou que alguém pôs like no nosso post do Facebook; 

3) Colocar o telemóvel no bolso, na mochila ou na carteira quando estamos a conviver com amigos ou familiares, centrando a atenção em quem está à nossa frente presencialmente; 

4) Estabelecer um ou dois momentos do dia para ir às redes sociais e não o fazer antes de dormir, caindo na tentação de levar o telemóvel para a cama;

5) Escolher um livro para ler ou uma série para ver pode, também, dar uma ajuda se, claro, o telemóvel estiver no silêncio ou desligado nesse período de tempo.

Escrever num papel as metas que nos propomos atingir e colocá-lo num sítio visível (no espelho da casa-de-banho, por exemplo) pode ser uma boa prática, até que os novos hábitos fiquem enraizados.   

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