5 Perguntas a Daniel Freitas sobre o Pólo Zero

O Presidente da Federação Académica do Porto “abre-nos as portas” do novo espaço para os estudantes da cidade.

Do sonho à realidade foram 15 anos. Mas o Pólo Zero aí está, acabadinho de inaugurar pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, no passado dia 7 de outubro. Fica a dois passos dos Clérigos e a poucos mais do emblemático “Piolho”.

Para nos falar do Pólo Zero, ninguém melhor do que o Presidente da Federação Académica do Porto (FAP). Passemos-lhe a palavra.

JORNALÍSSIMO – O que é o Pólo Zero?
DANIEL FREITAS – O Pólo Zero é um projeto muito antigo da FAP que já está a ser sonhado desde 2001, quase desde o início do século! Pretendia-se que a FAP tivesse um espaço físico no centro da cidade do Porto para os estudantes. Inicialmente a ideia era ter uma grande sala de estudo e acesso à Internet.
Ao longo deste tempo foram sendo dados alguns passos, porque era necessário envolver a Câmara Municipal do Porto, mas o Pólo Zero foi sempre pensado para ali (julgo que a ideia de o situar na Praça de Lisboa, hoje Passeio dos Clérigos, foi do antigo vereador do PCP Rui Sá). Em 2013, a Câmara cedeu o espaço à FAP, depois da reabilitação daquela zona.

J – Mas o Pólo Zero surge hoje como muito mais do que uma sala de estudo…
DF – Sim. É um espaço de estudo e de convívio para estudantes nacionais e estrangeiros, de promoção do emprego e do empreendedorismo e de promoção cultural de projetos de estudantes. Queremos que seja uma montra dos estudantes para a cidade do Porto, onde possam apresentar livros, exposições, exibir documentários feitos por eles.

J – Os estudantes estrangeiros vão ter ali, também, uma sala de visitas?
DF – Queremos que o Pólo Zero seja, para eles, um espaço de acolhimento inicial. Estamos a trabalhar num projeto que se chama ‘Study in Porto’, para que possam ter ali serviços básicos, por exemplo, para fazer um cartão multibanco, encontrar alojamento.
Além disso, o Posto de Turismo Jovem disponibiliza também dentro do Pólo Zero um conjunto de serviços extraordinários, que permite aos estudantes, nacionais e estrangeiros, fazerem o Cartão Jovem da FAP e outros para usufruírem de descontos, além de informar e comercializar estadias nas Pousadas da Juventude e questões ligadas com o ‘Intra’ e o ‘Inter-Rail’, para conhecerem melhor o País e até a Europa.

J – A localização não podia ser melhor?
DF – A localização é extraordinária! Está junto da alma viva da cidade e permite aos estudantes usufruírem de um lugar onde podem desenvolver as suas capacidades e onde se podem desenvolver enquanto cidadãos. Está perto de tudo.

J – São só os estudantes que ficam a ganhar ou é também a cidade?
DF – Os estudantes, com a sua presença, acabam por dinamizar a cidade, por dar-lhe vida. O Porto e Lisboa são cada vez mais cidades abertas ao mundo, sobretudo desde que as ‘low cost’ surgiram. É importante que a cidade tenha turistas, mas a cidade também é para ser vivida pelos nossos. Tudo o que seja serviços no centro da cidade para os cidadãos é uma mais-valia e os estudantes são um elemento de vida, de autenticidade da cidade.

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