Três exposições para ver antes de 2015 acabar

Uma mete monstros, outra desenho, outra ainda mistura artes visuais com música e performance.

Com a chuva a insistir em comparecer nestes últimos dias do ano, há que pensar em programas dentro de portas. Deixamos-te três sugestões para este resto de férias molhadas, duas no Porto, uma em Lisboa.

Armanda Passos: Bloco de Desenhos ESBAP
Edifício da Reitoria da Universidade do Porto
Até 30 de dezembro. Grátis

É extraordinário observar os mundos que podem nascer numa simples folha branca. A pintora Armanda Passos deu uma espécie de prenda de Natal aos admiradores da sua obra, ao realizar uma exposição exclusivamente de desenho (é a primeira que faz). Mesmo sem o colorido caraterístico das pinturas de Armanda Passos, a autoria destes desenhos feitos a tinta-da-china – muitos deles nos intervalos das aulas, quando era aluna da antiga Escola Superior de Belas Artes do Porto, nos anos 70 – reconhecem-se à légua. Já estão lá as formas inconfundíveis das figuras femininas que povoam a obra da artista, a fazerem lembrar Gaia, a deusa grega, mãe de toda a vida. 

Mitos & Monstros
Palácio da Bolsa, Porto
Até 4 de janeiro. €3 (dos 4 aos 16 anos), €6 (maiores de 16), €12 (famílias: dois adultos e dias crianças)

Se as criaturas fantásticas exercem um fascínio sobre ti, esta é uma exposição que não deves mesmo perder. Nela, marcam presença seres que povoam o nosso imaginário coletivo, como Yeti – o Abominável Homem das Neves ou o monstro de Loch Ness, além de dragões, ciclopes, unicórnios, gigantes. Acompanhados por som e dotados de movimento, estes seres são apresentados a partir de uma perspetiva mitológica, histórica e científica. A exposição pertence ao reputado Museu de História Natural de Londres. 

Oximoroboro, da dupla Von Calhau!
Culturgest, Lisboa
Até 10 de janeiro. Grátis.

O trabalho dos dois artistas que, juntos, formam os ‘Von Calhau!’ provoca sempre admiração. O ponto de exclamação à frente do nome da dupla composta por Marta Ângela e João Alves faz, por isso, todo o sentido. Imagina que eles já deram um concerto em que tinham as mãos presas e tocavam com os pés. Sim, eles são músicos e inicialmente centraram o seu trabalho na produção de discos e concertos. Depois decidiram dar um salto, fizeram da música um trampolim para alcançar outras áreas artísticas, sem querer saber de fronteiras que possam existir nas artes plásticas. Nesta exposição, podes ver como o som se cruza com a poesia, o cinema, o desenho, a obra gráfica (a foto é da página da exposição no Facebook). Tudo temperado por uma boa dose de humor e ironia.

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