Os manuais escolares virtuais são solução para o peso das mochilas?

Vê o vídeo com as respostas à pergunta desta semana.

A propósito desta petição contra o peso das mochilas escolares que já reuniu quase 50 mil assinaturas, quisemos saber a opinião de quem leva a mochila todos os dias às costas para a Escola. Vê o que pensa quem respondeu à pergunta do  Jornalíssimo.

Carlos Daniel: “Agora estou no 12º por isso já não tenho muito com que me queixar, visto que agora o máximo que levo num dia são 3 manuais e respetivos cadernos. No entanto, desde que me lembro e até ao 11º (inclusive), havia dias em que parecia que levava tijolos em vez de livros na mochila, o que eu acho que tem muito a ver com a forma como os horários são distribuídos, para além, claro, do peso de cada manual.

Em certos anos, talvez até todos, tinha dias com aulas de manhã e de tarde em que tinha de levar praticamente todos os livros, porque se lembraram que seria produtivo e saudável saturar os alunos com um dia inteiro de aulas e uma casa às costas. A acrescentar a este peso, vem também o peso da mochila de educação física, principalmente para quem toma banho depois da aula e precisa de levar toalha, chinelos e roupa, e ainda os lanches e almoços que os alunos podem levar de casa. Penso que é necessário ter em conta tudo isso.

Concluindo, penso que a única coisa a mudar nos manuais são mesmo os preços, porque em relação ao peso das mochilas está muito mais relacionado com os horários”.

Catarina, 17 anos: “Eu acho que os livros são um bocado exagerados, mesmo para a nossa idade. Por exemplo, o meu livro de português é enorme. É um manifesto completamente! Muito pesado para levar. Alguns professores já falam connosco sobre o termos livros digitais. Ficava muito mais barato porque os livros são muito caros. Comprava-se um tablet e todos os anos colocávamos lá os manuais necessários para esse ano. Eu gosto de estudar por um manual de papel, porque posso sublinhar, mas isso hoje também já se pode fazer nos tablets”.

Vânia, 9º ano: “É muito peso na mochila. Acho que a solução poderia passar por deixar as coisas na sala sempre e, em casa, teriamos acesso a um site pelo qual podíamos estudar”.

Pedro, 16 anos: “Ás vezes levo a mochila tão pesada que sinto dores junto ao pescoço. Penso que os manuais digitais eram uma boa solução”.

Ruben, 16 anos: “Concordo que faz falta fazer alguma coisa. Nós não temos cacifos nas escolas onde possamos, por exemplo, deixar os livros. Também não me importava que houvesse manuais digitais, não preciso do papel para estudar”.

Pedro, 18 anos: “No meu nível de escolaridade já não tenho esse problema. Os do Básico é que andam mais carregados. Nós tempos poucas disciplinas”.

Luís, 18 anos: “Nunca tinha pensado em ter manuais digitais, mas acho que era uma boa ideia”.

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