A Internet vai viajar de balão para chegar a zonas remotas

O Projeto Loon, da Google, quer fazer chegar a rede aos dois terços da população que ainda não têm acesso a ela.

A ideia parecia algo louca e daí o projeto ter sido batizado pela Google como “Loon” (louco, em inglês). Mas, como se sabe, loucura e genialidade, muitas vezes, tocam-se. Parece ser o caso, com o “loon” prestes a sair do papel. A Google assinou, ainda não há um mês, um acordo com o Sri Lanka para, usando esta tecnologia, levar a Internet a todo aquele país-ilha, algo que deverá acontecer até março do próximo ano.

DE QUE SE TRATA?

A ideia consiste em colocar vários balões gigantes (15 metros de largura por 12 de altura) na estratosfera, a voar a cerca de vinte quilómetros de distância da Terra, mais ou menos o dobro da altitude das rotas aeronáuticas, de modo a que não haja colisões e a que os balões não estejam sujeitos aos fenómenos meteorológicos que ocorrem mais abaixo. 

Na zona onde serão colocados, há camadas de vento diferentes quanto à direção e à velocidade. Os balões vão apanhar “boleia” destas camadas, de modo a chegarem aos locais pretendidos. Fá-lo-ão num misto de planeamento automático (os próprios balões executam algumas funções de controle de voo) e intervenção humana (através do ‘Loon Mission Control’, situado em terra). O resto é feito graças a parcerias estabelecidas com redes de telecomunicações locais.  

COMO É POSSÍVEL?

Cada balão está equipado com antenas de rádio que lhe permitem comunicar-se seja com os outros balões (o sistema funciona e fornece uma boa cobertura graças a uma rede de balões, já que cada balão permite cobrir apenas uma área de cerca de 40 quilómetros de diâmetro), seja com antenas de internet colocadas em Terra ou mesmo diretamente para dispositivos móveis (caso estes estejam equipados com uma tecnologia de comunicação sem fios chamada LTE, usada pelos balões). 

Os equipamentos eletrónicos a bordo de cada balão são vários. Todos têm, por exemplo, GPS integrado que permitirá localizá-los, também, quando aterrarem. Algo que deverá acontecer cerca de cem dias após o seu lançamento e de forma controlada. A equipa que monitoriza os balões em Terra pode controlar as subidas e descidas e, assim, escolher os locais para que a aterragem seja feita em segurança. 

E O AMBIENTE?

Este controle é fundamental para corresponder a uma preocupação constante do projeto – a responsabilidade ambiental. Assim, explica a Google na página oficial do projeto, será possível “reutilizar, reciclar ou descartar as partes do balão de maneira responsável”. No fundo, mantendo em Terra a mesma filosofia que move os balões no ar, já que todos são alimentados exclusivamente através de painéis solares (e de baterias que armazenam a energia para permitir o funcionamento noturno). 

O QUE VAI MUDAR?

Para as populações que vivem em pontos isolados do globo, a vida pode mudar substancialmente. Mas a melhor resposta a essa questão está no vídeo seguinte. Vê:

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