Sábado e Domingo, microssatélites vão cair do céu em Torres Vedras

Tem lugar a final nacional da Missão CanSat, que aproxima os estudantes da tecnologia aeroespacial.

‘Can’ mais ‘Sat’ é igual a ‘CanSat’. Exatamente o que estás a pensar: um satélite em forma de lata.

Construir um modelo funcional de um microssatélite e integrar, no volume de uma lata de refrigerante, todos os sistemas base – dos sensores à antena, passando pela bateria – é o desafio deste concurso, destinado a estudantes do Secundário.

Com organização do Centro AeroEspaço (do Aeroclube de Torres Vedras) e do ESERO Portugal, um projeto educativo da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Ciência Viva, a ‘Missão CanSat Portugal’ vai já na terceira edição.

 

Há cerca de uma centena de alunos e professores do continente e ilhas envolvidos (as equipas têm um máximo de seis elementos e são acompanhadas por um docente). Este fim-de-semana, a 16 e 17 de abril, vão pôr o trabalho de meses à prova.

A Final Nacional decorre nesses dois dias no Aeródromo da Praia de Santa Cruz, em Torres Vedras, e a equipa que sair vencedora vai representar Portugal na final europeia, em junho.

O público pode assistir gratuitamente à prova, sendo que os momentos mais interessantes, conforme explica Ana Noronha, diretora-executiva da Ciência Viva ao Jornalíssimo, por telefone, acontecem sábado entre o meio-dia e as três da tarde e domingo entre as oito e as dez e meia da manhã.

O que vai acontecer? Vão ter lugar os voos de teste e a competição propriamente dita. Os minissatélites construídos pelas várias equipas vão ser lançados por um avião a cerca de mil metros de altura.

Os minissatélites vão equipados com paraquedas, que se abrem após as latinhas serem ejetadas do foguetão. Os concorrentes podem apresentar outras soluções, como a descida em voo planado com Asa Delta. Fundamental é que haja um sistema a garantir uma aterragem segura para o equipamento, que deve funcionar depois de recuperado.

Em terra, explica Ana Noronha, cada uma das equipas “tem uma antena e tem de comunicar com a sua lata num período de tempo muito curto”, enquanto a lata cai.

A dificuldade não termina aí. “Este é um projeto de engenharia a sério, de grande rigor”, comenta Ana Noronha, salientando que as equipas apresentam um projeto que envolve a medição, através do minissatélite, de determinados parâmetros. 

Outro dos objetivos é que, durante esse período de descida, o ‘CanSat’ emita dados por telemetria para uma estação recetora no solo.  

Tens toda a informação acerca deste projeto, de regulamento a recursos vários, na página oficial da Missão CanSat. Também podes procurar por ‘cansat.pt’ no Facebook.

Fica com o vídeo de promoção do projeto, elaborado pela ESA, e ouve o testemunho de uma aluna portuguesa, da ilha de Santa Maria, que participou numa edição anterior da competição.

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