Uma estrada para dar a volta ao mundo?

O presidente dos caminhos-de-ferro russos quer construir a maior autoestrada do mundo, ligando a Inglaterra ao Alaska.

A Austrália pode deixar de ter a maior estrada do mundo. Com quase 14 500 quilómetros, a célebre “Highway 1”, que percorre toda a costa do continente, até parece pequena se comparada com um projeto apresentado há dias na Rússia.

Vladimir Yakunin, o presidente da empresa ferroviária russa, a Russian Railways, teve uma ideia com muitos quilómetros de cumprimento: 19 956, para sermos precisos.

Será essa a distância a percorrer para atravessar o mundo de um lado ao outro, numa estrada que ligaria a Inglaterra, num extremo, ao estado norte-americano do Alaska, no outro.

Do Atlântico ao Pacífico, portanto, atravessando a Europa e a Ásia.

Será a Trans-Euroasian Belt Development (TEPR) apenas um sonho? Ainda é cedo para dizer. A proposta acabou de ser apresentada ao presidente russo Vladimir Putin.

Não é propriamente algo fácil e barato de fazer. A ser concretizado, o projeto exigiria um investimento na ordem dos biliões ou triliões de euros.

Mas os proveitos também seriam grandes, argumenta o visionário russo, que vê na mega infraestrutura uma forma de colocar a Rússia no centro do mundo em termos de criação e desenvolvimento da indústria de novas tecnologias e de ajudar a combater o isolamento de grande parte do país, nomeadamente da Sibéria, onde há cada vez mais jovens a emigrar.

Juntamente com a autoestrada seriam construídas outras infraestruturas, de eletricidade, água, transporte de gás e petróleo. Novas cidades iriam nascer, muitos empregos seriam criados.

O transiberiano (foto acima), a mítica linha ferroviária que liga a parte ocidental da Rússia ao oriente, com uma extensão de mais de 9000 quilómetros, serviria de âncora à autoestrada, que depois se ligaria com outras estradas já existentes na Europa e na Ásia.

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