Quase dez mil quilómetros pelo Atlântico

Arrancou uma das maiores regatas do mundo, a transatlântica ‘Jacques Vabre’, entre França e Brasil.

A prova é uma referência para quem vibra com competições náuticas. O grau de dificuldade é elevado, a altura do ano em que se realiza apresenta desafios específicos, sobretudo nos dias que se seguem à partida.

Frio, ventos e correntes fortes, a passagem pelo movimentado Canal da Mancha, os ciclones que quase sempre se fazem sentir em outubro no Golfo de Biscaia (ou Golfo da Gasconha), situado entre a costa sudoeste da França e a costa norte de Espanha, esperam as duplas de velejadores que disputam a prova em 42 barcos.

Depois, tudo melhora, com os barcos a afastarem-se da Europa e a aproximarem-se da América do Sul, a trocarem o Outono/Inverno pela Primavera/Verão.

A regata ‘Jacques Vabre’ conta já mais de duas décadas de história – realizou-se pela primeira vez em 1993. É conhecida, também, por ‘Rota do Café’.

O ponto de partida é sempre o mesmo – um dos mais movimentados portos de França, o de Le Havre, na Normandia. Foi lá que ontem, mais de 500 mil pessoas assistiram ao início da prova. Já o destino, sendo variável, tem sempre a particularidade de ser um país produtor de café.

Cartagena, na Colômbia ou Puerto Limon, na Costa Rica, foram alguns destinos de edições passadas. Desta vez, a meta é Itajaí, no estado brasileiro de Santa Catarina.

É lá que os modernos barcos que disputam a regata em quatro classes diferentes – IMOCA 60, Ultime, Multi 50 e Class 40 – terão de chegar, depois de percorrerem cerca de 5400 milhas náuticas (uma milha náutica equivale a 1,852 kms), o que dá os tais dez mil quilómetros que referimos no título.

Os primeiros barcos a chegar a Itajaí deverão ser os maiores (com dimensões entre 70 a 105 pés, qualquer coisa como 21 e 35 metros de comprimento, respetivamente). Espera-se que concluam a prova em cerca de dez dias e alcancem o porto brasileiro a 4 de novembro. Os barcos mais pequenos poderão chegar bem mais tarde, mais de uma semana depois.

Nas suas últimas edições, esta competição náutica tem feito um esforço de “tomar o rumo do desenvolvimento sustentável” e a diminuição do impacto ambiental da prova tem sido considerável, com reduções elevadas, por exemplo, do consumo de eletricidade e de combustível.

Podes seguir o percurso dos velejadores na página de Facebook ou de Twitter do evento ou consultar o site oficial da prova, também em português, aqui. Não falta sequer um jogo em que podes vestir a pele de um velejador.

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