Por que é histórico o acordo saído da COP21?

Resumimos-te os pontos essenciais do primeiro compromisso que envolve todo o mundo na luta contra o aquecimento global.

Era suposto a COP21 acabar dia 11. Terminou a 12, mas, a avaliar pela opinião dos líderes mundiais, o atraso valeu a pena: as expectativas depositadas na Conferência de Paris não saíram goradas.

Ban Ki Moon, o secretário-geral das Nações Unidas, apelidou o documento final como “histórico”.

O texto do acordo, assinado por quase todos os países do mundo (195 mais a União Europeia), tem 40 páginas, mas o essencial pode sintetizar-se em cinco pontos:

1) Os participantes comprometeram-se a conter o aumento da temperatura média do planeta: acordaram contribuir para que ela fique “bem abaixo” dos dois graus centígrados e prometeram esforçar-se, mesmo, para que não exceda 1,5 °C – neste artigo podes recordar qual a temperatura média anual do planeta;

 

2) As medidas para reduzir as emissões de gases com efeitos de estufa não foram discriminadas. Cada país fará o que julgar necessário para atingir o objetivo atrás referido;

3) De cinco em cinco anos, cada país vai ter de apresentar os progressos feitos neste campo e estabelecer objetivos para os cinco anos seguintes. Não há sanções previstas para os incumpridores, mas acredita-se que esta obrigação de “prestar contas” será um incentivo para que as metas sejam cumpridas;

4) Os quase 200 países comprometem-se a apostar nas energias renováveis e a diminuir a dependência das energias fósseis, dando início a um novo tipo de economia, baixa em carbono.

5) Ficou, ainda, estabelecido que os países desenvolvidos vão continuar a financiar os países em desenvolvimento para que, também eles, possam assentar o seu desenvolvimento em energias mais limpas. A partir de 2020, os países pobres irão receber cerca de mil milhões de euros anuais.

O acordo entra em vigor em 2020. Mas há países que já estão a trabalhar afincadamente estas questões. Como a Suécia, que ambiciona ser um dos primeiros países ‘fossil-free’ do mundo. Podes saber mais sobre este tema, conhecido por “decoupling”, aqui.

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