Imagem da mesquita Al-Aqsa, em Jerusalém, onde desta vez começou o conflito | Foto: Duroy.George/Creative Commons

O que é que está a acontecer na Faixa de Gaza?

Apesar dos apelos de paz, a tensão entre israelitas e palestinianos não cessa de aumentar.

O dia 10 de maio é de má memória para o povo palestiniano. Nesse dia, no ano de 1967, Israel conquistou a zona oriental da cidade de Jerusalém. Para os palestinianos, essa data marca o início da ocupação de um território que lhes pertence e que pretendem que venha a ser a sua capital.

Os judeus, pelo contrário, celebram sempre o 10 de maio como o “Dia de Jerusalém” e percorrem as ruas da cidade numa manifestação nacionalista que os palestinianos entendem como provocação.

O facto de se tratar de povos que professam diferentes religiões – já que os palestinianos são muçulmanos e a maioria dos israelitas é judia – só agiganta o problema.

Este ano, houve alguns episódios que fizeram com que a tensão vivida entre israelitas e palestinianos neste momento do ano evoluísse para uma situação de grande violência.

O gatilho para o conflito

Um dos acontecimentos que espoletou a situação foi o facto de vários muçulmanos que se encontravam na mesquita de Al Aqsa e no seu entorno – um dos locais mais sagrados para os muçulmanos e também para os judeus – terem sido alvo de uma intervenção da polícia israelita que os tentou afastar do local com balas de borracha e gás lacrimogéneo.

Nesse dia, os muçulmanos estavam a chegar ao fim do Ramadão, o mês sagrado para a religião islâmica. O sucedido deixou mais de 330 palestinianos e 20 polícias israelitas feridos.

Na sequência deste acontecimento, os palestinianos do Hamas – em árabe significa “Movimento de Resistência Islâmica” -, que controlam a Faixa de Gaza, lançaram uma série de mísseis contra Israel, provocando três mortos e oito feridos. A resposta do Exército israelita não se fez esperar, provocando de imediato oito mortos entre os palestinianos.

Desde então, o conflito não teve fim. Entre os palestinianos já se registam 197 mortos e 1200 feridos. Do lado de Israel, morreram dez pessoas.

Apelos à paz

Os lados em confronto são absolutamente desproporcionais. Israel dispõe de um sofisticado sistema de defesa e importantes meios de ataque, enquanto a Faixa de Gaza é um território onde faltam os bens mais elementares, como eletricidade e acesso a água potável.

Apesar dos apelos ao fim dos confrontos feitos por exemplo por António Guterres, secretário-geral da ONU, ou pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, não há sinais que apontem para o fim do conflito.

Este ano, nesse dia, houve confrontos entre os palestinianos e a polícia israelita.

Neste artigo, podes compreender melhor o histórico conflito israelo-palestiniano.

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