O mundo mudou com a morte de Cecil

A caça ilegal do famoso leão do Zimbabwe levou companhias aéreas a proibir o transporte de troféus de caça.

A morte de Cecil, o leão com 13 anos de idade que vivia no Parque Nacional de Hwange, no Zimbabué, não foi em vão.

A sua caça ilegal por um dentista norte-americano – Cecil habitava uma zona protegida, onde a caça estava proibida – provocou uma onda de protestos e indignação em todo o mundo.

O que se passou com este leão veio mostrar a necessidade de se tomarem medidas mais apertadas para preservar estes animais.

Algumas companhias aéreas não demoraram a tomar atitudes concretas, que podem desencorajar a caça desportiva de animais africanos em vias de extinção.

A Delta, a United e a American Airlines, dos Estados Unidos, proibiram o transporte de leões, leopardos, elefantes, rinocerontes e búfalos mortos, nos seus aviões. Também a Air Canadá o fez, na sequência deste episódio.

O principal objetivo da caça desportiva é, além de pura diversão, obter os chamados troféus de caça. Os caçadores guardam partes dos animais para depois as exibirem ou venderem. Esta caça, porém, tem feito com que muitos animais entrem na lista de espécies em vias de extinção.

Cecil estava duplamente protegido, pela área onde vivia e por um GPS que permitia saber sempre a sua localização exata. Nem o dispositivo eletrónico lhe valeu. O dentista e os seus ajudantes desativaram o equipamento para conseguirem caçar o leão, que os turistas tanto gostavam de ver e fotografar, sem que os guardas do Parque se apercebessem.

Serviram-se de um animal morto para atrair Cecil para o local onde o queriam matar, atingiram-no primeiro com um arco e uma flecha e, depois, com uma arma.

Cecil morreu mas deixou um legado de esperança.

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