Travaux d'aménagement du site de la COP21 (Le Bourget)

Tudo o que precisas saber sobre a COP21

Até 11 de dezembro, decorre em Paris a maior conferência do clima alguma vez realizada.

Há um número que todos os participantes na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP21, têm na cabeça: dois – dois graus centígrados ou Celsius (2 °C).

PORQUÊ 2 E NÂO 1 OU 3 °C?

Os cientistas acham que dois graus Celsius é o máximo que a temperatura média global pode aumentar. Se esse valor for excedido, consideram, haverá impactos muito sérios e irreversíveis para as pessoas, os animais e as plantas.
Espera-se que os 195 + 1 países participantes na COP21 (o ‘+1’ é a União Europeia) consigam chegar a um acordo, no qual se comprometam a impedir que o aquecimento global aumente mais do que dois graus até ao final deste século.
Muitos especialistas defendem que uma subida de dois graus acarretará já consequências catastróficas para o planeta. Janos Pasztor, um dos responsáveis da ONU para as mudanças climáticas, lembra, por isso, que “dois graus é o máximo, mas (a subida) deve ser mantida abaixo disso tanto quanto possível”. 

QUAL É A TEMPERATURA MÉDIA DO PLANETA?

A temperatura média anual do planeta é hoje de 15 °C. Desde 1880 até à atualidade, este valor sofreu um aumento de 0,85 °C. As consequências foram as que tão bem conhecemos, como o agravamento dos fenómenos meteorológicos extremos ou a subida do nível do mar.
Se os níveis de emissão de CO2 continuarem nos valores atuais, as previsões apontam para um aumento de quatro graus na temperatura média do planeta até 2100.

UM COMPROMISSO É SUFICIENTE?

Não. O acordo e o compromisso de todos os países não vale de nada se não for acompanhado de ação. Espera-se que, no final da COP21, esteja definido o que cada país irá fazer para reduzir as emissões de CO2 e haja um acordo global estabelecido entre todos os participantes, para entrar em vigor em 2020.
Outra das questões que chefes de Estado e governo de todo o mundo irão debater prende-se com a forma como os países desenvolvidos vão disponibilizar meios económicos (100 mil milhões de dólares por ano até 2020) aos países em desenvolvimento, para que estes últimos possam crescer sem aumentar a emissão de gases poluentes.
Será, ainda, necessário chegar a um consenso para pensar num enquadramento legal do acordo e em mecanismos para acompanhar a implementação e os resultados das medidas que vierem a ser definidas.

COMO É QUE TANTOS PAÍSES DECIDEM O QUE VÃO FAZER EM TÃO POUCOS DIAS?

Uma parte do trabalho já está feita. A grande maioria dos países que participam na COP já submeteu os seus ‘INDCs’.
É provável que vás ouvir falar nesta sigla inglesa nos próximos dias. Significa ‘Contribuições Internacionais Nacionalmente Determinadas’ e refere-se aos planos de ação que cada país entregou com as medidas que se propõe aplicar para atingir uma determinada meta de redução das emissões de gases poluentes.
Sabe-se que estes planos entregues, na globalidade, não chegariam para alcançar a tal meta dos dois graus Celsius. A ONU diz, por esta razão, que eles são apenas “pontos de partida para a ação” e que deverão, portanto, ser aprofundados.

O QUE SIGNIFICA ‘COP’? ’21’ REFERE-SE AO SÉCULO EM QUE ESTAMOS?

COP21 é o nome oficial da conferência e significa Conferência das Partes (Conference of Parties). O número refere-se ao número de edições desta conferência: a de Paris será a vigésima primeira.


Como podes ler na página oficial da Conferência, a resposta política internacional para a questão das alterações climáticas começou em 1992, no Rio de Janeiro, quando foi adotada a UNFCCC – outra sigla a reter: Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.
Esta Convenção começou a vigorar em 1994 e foi assinada por quase todos os países do mundo. Desde então, realiza-se esta conferência anual (a COP) com o objetivo de rever e avaliar o estabelecido nessa Convenção e reforçar o combate às mudanças climáticas.

Travar o aquecimento global é um dos maiores desafios que se colocam à humanidade: sendo um problema sem fronteiras, exige uma resposta global, implica governantes e cidadãos, países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento.
Daí a importância da COP21, uma das maiores conferências realizadas no mundo, onde são esperadas cerca de 50 mil pessoas.
O que se vai passar nos próximos dias em Paris pode ser decisivo para o futuro do planeta porque, como diz um dos slogans da COP21, “Later will be too late“.

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